Apesar da pré-candidata ao governo Natasha Slhessarenko (PSD) avaliar que a unificação do campo progressista em Mato Grosso e o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem impulsionar seu projeto na corrida eleitoral de 2026 e levá-la ao segundo turno, ela critica o ambiente de polarização e afirmou que o debate precisa sair da guerra ideológica e encarar problemas reais como segurança, saúde e educação.
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“Então eu acredito que sim [a polarização pode ajudar ela a ir ao segundo turno]. Infelizmente essa polarização é muito ruim. Todo extremismo ideológico é péssimo. E polarização não bota comida na mesa, não melhora a qualidade da educação. No centro do debate tem que estar os problemas da população. Eu quero olhar nos olhos de cada um desses mato-grossenses e dizer: ‘Olha, eu tô aqui pronta para te ajudar. Tô aqui para servir’. E como um partido de centro que sou, eu quero dialogar com a esquerda, quero dialogar com a direita, quero dialogar com todos os campos e fazer realmente um governo que seja para todos”, afirmou, em entrevista ao Olhar Direto.
A declaração foi dada ao comentar o cenário de 2026 e a tendência de repetição do clima de polarização nacional. Natasha sustentou que a organização desse bloco pode beneficiar sua estratégia eleitoral ao concentrar forças em torno de um palanque e de uma narrativa alinhada ao Planalto, visto que outros três pré-candidatos vão disputar o voto da direita conservadora.
Nesse contexto, ela citou que pesquisas mostram o presidente Lula com cerca de 42% de eleitores em Mato Grosso, o que ajudaria a empurrar sua candidatura para um segundo turno, mesmo enquanto ela tenta se apresentar como opção de diálogo.
“Segundo pesquisas mais atuais, hoje já temos 42% dos eleitores em Mato Grosso que votariam no presidente Lula. Então eu não tenho dúvida de que são eleitores fiéis a esse arco de aliança progressista. (...) As forças progressistas se organizaram, estão se organizando, porque não é só a Federação Brasil da Esperança e o PSD, a gente tem outros partidos progressistas aí que enxergam uma verdadeira opção, uma luz aí no fim do túnel para avançarmos politicamente”, disse.
Ao concluir, a pré-candidata insistiu que pretende usar o desenho de alianças e a força do campo progressista como ponto de partida, mas afirmou que não quer uma campanha refém do “nós contra eles”, defendendo um programa “honesto” e a busca de votos para além do seu campo político, com foco em resultados concretos para a população.