A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), disse que o vereador Raul Curvo (Republicanos) foi o primeiro a ser convidado para assumir a presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE), mas recusou o cargo. Diante da negativa, o Executivo optou pelo nome do vereador Rogério Dakar (PSDB), que acabou sendo anunciado como novo diretor-presidente da autarquia.
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“O primeiro convite até foi para o vereador Raul Curvo, que é funcionário do DAE, de carreira. E ele não aceitou o convite. E no segundo momento a gente já tinha o nome do Rogério Dakar, até por ser um jovem vereador, já com dois mandatos, que também é desafiador, ele gosta de desafios, entrou na política de uma área de empresários, representa a classe do empresariado”, afirmou a prefeita em entrevista à Rádio Cultura.
Segundo Flávia, a escolha de Dakar levou em consideração o perfil empresarial do parlamentar e a necessidade de imprimir uma gestão mais técnica e estratégica à autarquia, que enfrenta crise no abastecimento e prepara estudos para concessão à iniciativa privada.
Raul Curvo ocupa posição estratégica no Legislativo municipal. Ele é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e da Comissão de Saneamento da Câmara. Foi justamente a ele que a prefeita entregou, em dezembro de 2025, três relatórios técnicos elaborados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contendo estudos de viabilidade para a concessão do DAE à iniciativa privada.
Os documentos abrangem análises institucional e jurídica, comercial, além de aspectos técnicos e de engenharia. O coordenador do contrato da Fipe com o município, Marcelo Vieira, destacou que um dos principais desafios é a baixa cobertura de esgoto na cidade, atualmente em torno de 19%.
A entrega dos relatórios teve como objetivo municiar os vereadores antes do envio do projeto de lei que autorizará a concessão. A Prefeitura prevê lançar o edital até o segundo semestre de 2026, mas a prefeita já afirmou que o processo depende da aprovação da revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico e dos instrumentos legislativos necessários.
Flávia ressaltou que não poderá publicar o edital sem a autorização da Câmara Municipal. A Fipe continuará acompanhando o processo até a eventual assinatura do contrato, incluindo análise de possíveis impugnações.