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Sábado, 14 de março de 2026

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Grupo ainda aposta em “pressão” de Bolsonaro para Wellington recuar, mas ala do PL avalia que candidatura ajuda Flávio em MT

Grupo ainda aposta em “pressão” de Bolsonaro para Wellington recuar, mas ala do PL avalia que candidatura ajuda Flávio em MT

A visita do senador Wellington Fagundes (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, marcada para 7 de março no Complexo da Papuda, em Brasília, ainda gera expectativas no grupo que ocupa o Palácio Paiaguás de que aconteça um pedido para recuo na candidatura ao governo do Estado em favor de uma unificação de palanque com Otaviano Pivetta (Republicano), Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL). Contudo, a análise de pessoas ligadas ao PL é que a chance disso acontecer caiu muito desde o ano passado.



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 Wellington tenta “carimbar” o projeto estadual no mesmo pacote do PL nacional, hoje amarrado à ideia de candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Nesse contexto, o senador tem reforçado a aproximação com o núcleo bolsonarista e busca consolidar a bênção política de Bolsonaro para sustentar o discurso de palanque. Essa mesma linha é defendida oficialmente por lideranças partidárias do Partido Liberal, como o presidente estadal, Ananaias Filho, e o presidente nacional, Valdemar Costa Neto.

Apesar disso, o entorno do vice-governador Otaviano Pivetta persiste a expectativa de que Bolsonaro tente convencer Wellington a recuar, como forma de reorganizar o campo conservador e reduzir o risco de uma disputa interna que desgaste o bolsonarismo no Estado. A hipótese é tratada como improvável dentro do PL, mas segue circulando como aposta política de aliados do vice-governador para dar prioridades a pré-canidatura ao Senado de José Medeiro (PL).

Lideranças igadas a Wellington afirma que manter ele no páreo pode ser mais útil ao projeto presidencial, porque a polarização local contra Pivetta amplia a mobilização da direita e “engorda” a vantagem de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, um Estado de menor densidade eleitoral, porém simbólico para o bolsonarismo. Sem Wellington, Pivetta polarizaria com a pré-candidata Natasha Slhessarenko (PSD) e isso daria margem para Lula (PT) crescer em Mato Grosso.

Outra ala, por sua vez, enxerga vantagem em uma costura que leve a um palanque mais unificado, com foco em maximizar o desempenho no Senado. Nesse raciocínio, o PL trabalha com Medeiros e Mauro Mendes sendo os dois candidatos apoiados por Bolsonaro (União), evitando crescimento do senador Carlos Fávaro (PSD) e da deputada estadual Janaina Riva (MDB).

O pano de fundo é o histórico de “vai e volta” sobre quem seria o nome de Bolsonaro ao governo em Mato Grosso. Em 2025, houve ruído público sobre suposto apoio a Pivetta, seguido de desmentidos e reposicionamentos, enquanto Wellington seguiu tocando a pré-campanha e buscando fechar a chancela do ex-presidente.

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