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Júlio diz que estatuto do União obriga Mauro a apoiar Jayme e vê racha se impasse continuar: 'alguém vai ter que espirrar'

13 Mar 2026 - 14:05

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Júlio diz que estatuto do União obriga Mauro a apoiar Jayme e vê racha se impasse continuar: 'alguém vai ter que espirrar'
O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que, caso o senador Jayme Campos (União) confirme candidatura ao governo, o governador Mauro Mendes (União) terá de respeitar o estatuto do partido e apoiá-lo, inclusive subindo no mesmo palanque e vinculando sua campanha ao projeto do senador.


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 A declaração ocorre em meio ao impasse interno da sigla sobre quem deve liderar a disputa ao Palácio Paiaguás em 2026.

Segundo Júlio, as regras partidárias são claras e obrigam os filiados a apoiar a candidatura majoritária definida pela legenda. Dessa forma, se Mauro permanecer no União Brasil e disputar o Senado, sua campanha terá que estar alinhada ao projeto do partido para o governo.

“No caso da União Brasil, o estatuto nosso é muito claro. Se o Mauro Mendes realmente estar filiado na União Brasil e ser candidato a senador, ele terá que, sim, que ir para o palanque com o Jayme Campos”, afirmou.

Júlio explicou ainda que essa vinculação ocorre inclusive no material de campanha.

“Até porque seu material de campanha vai ter que constar o número do governador, a sua propaganda no eleitoral tem que estar com o número do governador”, completou.

O cenário, no entanto, é considerado complexo dentro da legenda. Mauro Mendes já declarou apoio à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo, o que cria um impasse caso Jayme decida disputar o comando do Executivo pelo União.

Para Júlio, a disputa interna pode acabar levando à saída de um dos dois do partido.

“Então, é muito difícil esse imbróglio. Eu acredito que nós temos que ter um consenso. Se um dos dois, ou Mauro ou Jayme, não se acertarem, um vai ter que espirrar do partido”, declarou.

Apesar da tensão interna, o deputado avaliou que Mauro teria alternativas partidárias caso opte por deixar o União Brasil para manter apoio ao projeto de Pivetta.

“A verdade é essa. Não tem como ficar. Embora o doutor Mauro Mendes tenha um privilégio, ele tem dois partidos auxiliares já prontos para recebê-lo que é o Republicanos, do Pivetta, seu vice, e o Mauro Carvalho, que está no PRD. São dois partidos aliados que poderão recebê-lo e fazer a sua disputa”, explicou.
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