O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que o senador Jayme Campos (União) tem trajetória política e condições para disputar qualquer cargo nas eleições de 2026, incluindo o governo do Estado. A declaração foi feita durante entrevista ao PodOlhar.
Segundo Miranda, a eventual candidatura do senador ainda depende de articulação política dentro do partido e entre aliados, mas a experiência acumulada por Jayme o coloca em posição de disputar o cargo. “Ele está construindo. Ninguém pode ser candidato de si mesmo. Tem que construir junto com os aliados e dentro do partido. Mas ele tem total condição, pela história política que tem, de pleitear o que quiser”.
O secretário citou a trajetória política do senador, que já foi prefeito de Várzea Grande por três mandatos, governador de Mato Grosso e cumpre atualmente o segundo mandato no Senado Federal.
“Ele é senador da República, foi três vezes prefeito, foi governador. Tem história política e pode disputar qualquer mandato, como qualquer cidadão que cumpra os requisitos da legislação”, disse.
A fala ocorre em meio às articulações dentro do União Brasil para a sucessão estadual. Apesar de manifestar interesse em disputar o governo, Jayme enfrenta resistência de parte do grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União).
Mendes já declarou apoio à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo do Estado. O governador também afirmou publicamente que Jayme teria espaço para buscar a reeleição ao Senado. Segundo Mauro, a definição sobre candidaturas dentro do partido ocorrerá nas convenções partidárias e será decidida pelos delegados da sigla.
O próprio governador deve deixar o cargo em 31 de março do próximo ano para disputar uma vaga no Senado Federal.
César Miranda é considerado aliado político de Jayme Campos e ocupa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico desde 2019, após indicação do União Brasil na formação do primeiro escalão do governo.
Durante a entrevista, o secretário afirmou que a eleição de 2026 pode reunir diversos nomes na disputa pelo governo estadual e que o cenário ainda está em construção. “Acho que Mato Grosso está colocando pelo menos quatro pré-candidatos. São políticos experientes, com qualidades e defeitos como qualquer pessoa. O eleitor vai ter opções”.
Na avaliação de Miranda, o cenário atual pode resultar em uma eleição com dois turnos no Estado, situação ainda inédita na disputa pelo governo de Mato Grosso. “Eu nunca vi uma eleição de dois turnos aqui. Comecei a acompanhar política em 1989 e nunca aconteceu. Mas, pelo que se desenha, pode acontecer desta vez”.
O secretário também avaliou que divergências internas entre partidos e lideranças fazem parte do processo político e podem ser resolvidas ao longo das negociações eleitorais. “Tudo é possível. No Brasil, muitas vezes os partidos acabam liberando os Estados para composições locais”.
Miranda afirmou ainda que mantém respeito tanto por Jayme Campos quanto por Otaviano Pivetta e destacou que ambos têm experiência administrativa. “Os dois são gestores públicos experimentados. O Jayme tem mais bagagem porque já foi governador, e o Pivetta ainda pode vir a ser”.
Segundo ele, as definições sobre alianças e candidaturas devem ocorrer mais perto do período eleitoral. “O jogo começa a ser jogado na reta final. Até lá muita coisa pode acontecer”.
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