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Quarta-feira, 15 de abril de 2026

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"Não vou vender minha alma para ser presidente", diz Ilde sobre eleição da Mesa Diretora de Cuiabá

Foto: Secom/Câmara de Cuiabá

O vereador e candidato à presidência da Mesa Diretora, Ilde Taques (Podemos), afirmou que não pretende abrir mão de seus princípios para conquistar o comando da Câmara Municipal de Cuiabá. Em entrevista nesta terça-feira (7), o parlamentar afirmou que “não venderá a sua alma” para concretizar o projeto, que trabalha desde o início do ano. Além dele, Dilemário Alencar (União) e Cezinha Nascimento (União) já manifestaram desejo de comandarem a Casa Legislativa no biênio 2027-2028.


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“Eu não vou colocar o meu mandato, eu não vou colocar as minhas decisões e o que eu penso em prol de uma candidatura a presidente da Câmara. Eu não vou vender minha alma para ser presidente”, declarou o vereador.
 
Ilde adotou um discurso de respeito ao compromisso firmado entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e o seu líder de governo, Dilemário. Segundo ele, Abilio age corretamente ao manter esse apoio.
 
“O Abilio é uma pessoa muito inteligente e sensata. Ele fez um compromisso com o Dilemário e tem que cumprir esse compromisso. Eu acho legítimo isso”, afirmou.
 
Nos bastidores, no entanto, o vereador trabalha para ampliar sua base de apoio e, futuramente, atrair o próprio prefeito para seu projeto, especialmente em um cenário em que Dilemário deixe a disputa. Ilde pontuou que espera esse movimento caso o cenário mude.
 
“O que eu espero agora é que, na hora que o Dilemário recuar, se não for mais candidato, que realmente o Abilio veja com bons olhos esse projeto nosso”, disse.
 
Ilde também ressaltou que sua articulação não se limita a um grupo específico dentro da Câmara e afirmou que tem dialogado com todos os parlamentares, inclusive adversários na disputa. Segundo ele, a meta é construir uma candidatura de consenso.
 
“Desde o primeiro dia a gente está conversando com todos. Já conversei com o Dilemário, com o Cezinha. Nossa meta agora é trabalhar o consenso da Casa. Hoje já temos 21 vereadores simpáticos a esse projeto”, afirmou.
 
A estratégia, conforme explicou, é tentar viabilizar uma chapa única até o dia da eleição, repetindo movimentos já observados em outras disputas internas no Legislativo.
 
“A gente trabalha para ter uma chapa única. Se você pegar as eleições da Assembleia e as últimas da Câmara, chegou ao final só com uma chapa”, pontuou.
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