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Família de modelo cuiabana não consegue autorização para entrar no Chile sem quarentena para acompanhar velório

Da Redação - Fabiana Mendes

A família da modelo cuiabana Nayara Vit, de 33 anos, que faleceu no último dia 7 no Chile, não conseguiu autorização do governo para ingressar no país sem cumprir quarentena de 14 dias, imposta por conta da pandemia da Covid-19. A informação foi repassada pela mãe da vítima, Eliane Marcos Vit.

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“Não conseguimos autorização das autoridades chilenas para fazer o funeral sem cumprir a quarentena de 14 dias de isolamento”, afirmou. O velório deve acontecer hoje em Santiago. 

Inicialmente, a cerimônia deveria acontecer nesta terça-feira (13). No entanto, foi adiado por conta de a possibilidade dos familiares conseguirem entrar no Chile sem a quarentena.

Nesta semana, os familiares e o advogado Cristian Cáceres denunciaram o sumiço do aparelho celular e objetos pessoais da vítima, como carteira e bolsa.

“Não sabemos onde está o celular dela. Minha prima chegou a mandar mensagens que foram visualizadas e não eram respondidas. A imagem no WhatsApp também tinha sido alterada”, afirmou o primo Sérgio Henrique Puga. 
 
Segundo a mãe da cuiabana, sonho da filha era de ter o corpo cremado e as cinzas jogadas no mar. “Assumimos este compromisso e assim que pudermos, conseguiremos realizar o último pedido de nossa irmã/filha”, disse em publicação no Instagram.
 
A versão do namorado de Nayara, o empresário Rodrigo Del Valle Mijac, é de que a modelo saiu correndo do quarto e se atirou pela sacada do 12º andar no dia 7 de julho.

Antes disso, eles teriam ido para um restaurante e discutido por motivo de ciúmes. Ambos voltaram para o prédio onde moram. No condomínio, cada um tem seu apartamento, mas os dois estavam morando juntos há seis meses.

“A babá que estava dormindo em um quarto com Gabriela, que é filha dela [Nayara], ouviu os gritos, um ‘não, não, não’. Caiu primeiro um vaso e, na sequência, ela saiu”, conta Sérgio Puga ao Olhar Direto.

O irmão da vítima, Gabriel Marcos Vit, afirma que existe a suspeita de feminicídio. Ele, inclusive enviou uma carta ao Governo Federal pedindo ajuda na elucidação do caso. O empresário pontua que Nayara não tinha histórico suicida e de depressão, estava em pleno desenvolvimento como pessoa e muito feliz com sua filha.

“Inicialmente nos foi informado que se tratava de um suicídio, porém ao passar das horas foram surgindo novos fatos, que nos leva a possibilidade de um caso de feminicídio. O desejo de nossa família é que o governo possa cobrar e investigar junto ao governo chileno sobre a morte de minha irmã para que o mais breve possível possamos trazer o corpo dela ao Brasil. Hoje estamos impedidos de ir até o Chile devido as questões da pandemia da Covid-19 e precisamos de respostas”, finaliza.
 
Familiares e amigos estão utilizando grupos de WhatsApp para mobilizar amigos e familiares para cobrar atitudes acerca do caso, para levantar a hashtag #SomosTodosNayara nas redes sociais.

Nayara é filha de Allen e Elaine Marcos Vit, que moram em Florianópolis. A modelo nasceu e morou em Cuiabá até os 9 anos, quando se mudou para o interior de São Paulo. Por volta dos 15, mudou-se para a capital paulista e posteriormente para o Chile, onde seguiu com a carreira de modelo e ficou conhecida por conta de um Toc Show, programa exibido de segunda a sexta-feira no canal TV +, em horário nobre.
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