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Notícias / Política MT

Irmão de juiz também é acusado de 'participar' de transação com precatórios

Da Redação/Alline Marques

O corregedor geral de Justiça, desembargador Orlando Perri, em seu relatório, denuncia o advogado Marcos Souza de Barros, irmão do juiz Marcelo Souza de Barros, de participar de um esquema de transação com precatórios com deságio de 60% do seu valor.

Consta do relatório, que o esquema teria a seguinte seqüência: os titulares dos créditos procuravam o Tribunal de Justiça de Mato Grosso para viabilizar o recebimento de precatórios; os que apresentavam melhores condições para pagamento e demonstravam disposição para negociar o crédito, eram aconselhados a procurar o escritório de advocacia de Marcos Barros que os comprava ou intermediava a compra com grande depreciação do seu valor.

Uma das vítimas foi uma procuradora aposentada que, em depoimento à Corregedoria, considerou o fato um “assalto à mão armado”. Isso porque, dos R$ 170 mil que tinha para receber, Marcos Barros lhe propôs pagar apenas R$ 30 mil.

Em investigação, a Corregedoria constatou vários outros precatórios para compensação tributária junto à Fazenda, o que comprovou o mercado de precatórios. No entanto, não foi possível identificar qual o nível de comprometimento do magistrado Marcelo Barros e de seu irmão Marcos Barros.

Fato que chama atenção do corregedor, é que o advogado solicitou exoneração do cargo efetivo que conquistou através de concurso público no Tribunal de Justiça, “para aventurar-se no difícil mundo da advocacia”. Coincidentemente, o fato se deu quando o juiz Marcelo Barros ocupou cargo de destaque na administração da instituição, gozando de quase ilimitados poderes.

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