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Notícias / Ciência & Saúde

Homens com dificuldade de ereção levam até 4 anos para buscar ajuda

G1

Após o Bem Estar desta quarta-feira (11), o urologista Sidney Glina respondeu a perguntas da internet sobre impotência sexual. Segundo ele, cansaço em si não causa o problema, mas doenças relacionadas a ele, como depressão e falta de hormônios.

Segurar o xixi não provoca disfunção erétil, pois a função urinária não tem relação com a sexual, ressaltou o médico. O problema é mais comum a partir dos 40 anos e piora em idades mais avançadas, o que pode estar ligado a doenças ou remédios utilizados. Entre os jovens, os principais motivos são falta de conhecimento e ansiedade, e não necessariamente haver um transtorno orgânico.

O cigarro contrai os vasos e prejudica tanto as artérias do coração quanto do pênis, o que dificulta a ereção. Em alguns casos de fumantes, nem a injeção no órgão resolve a situação. Já o álcool, em pequena quantidade, pode diminuir a ansiedade e deixar o homem mais relaxado na hora da relação. Mas, em excesso, tem efeito anestésico e pode desencadear lesões no fígado, nos nervos e impedir a ereção.

De acordo com o médico, a prótese peniana mantém a sensibilidade do indivíduo e permite tanto a penetração quanto o orgasmo. Há dois modelos disponíveis: um maleável, feito de silicone e metal, que permite que o homem disfarce o órgão genital ereto e “dobre-o”; e outro que inclui uma espécie de bomba para inflar o pênis. Glina disse que usar prótese é como óculos, ou seja, a função do membro é restabelecida, mas o ideal é que a pessoa não precise.

Vasectomia não causa impotência, segundo o urologista. Alguns pacientes relatam até maior facilidade de ereção, pois não precisam mais se preocupar com o risco de ter filhos. Já a mulher, durante a amamentação, pode perder o desejo sexual por causa do hormônio prolactina.

Glina explicou, ainda, que masturbação é como treinar antes de um jogo e não atrapalha em nada – só se for feita de forma compulsiva. Mas conhecer os órgãos sexuais e as sensações é importante, destacou o médico, porque as pessoas acabam não recebendo educação sexual e têm que aprender sozinhas.

O especialista comentou também que, se o homem consegue uma ereção ao se masturbar, acordar, com sexo oral ou outras parceiras, é indício de que o problema tem fundo emocional, pois o pênis funciona.

O melhor tratamento depende da causa, que pode ser: hormonal, vascular, neurológicos, uso de remédios ou emocional. A finasterida, contra calvície ou distúrbios de próstata, bloqueia a formação de testosterona e pode causar alguma disfunção erétil em 18% dos casos de doses de 5 mg.

Por fim, Glina disse que muitos casais não conversam sobre a vida sexual, mesmo quando têm problemas. No Brasil, um homem com dificuldade de ereção leva em média quatro anos para buscar ajuda médica. E a pior atitude é não falar com o parceiro ou não fazer nada sobre o caso.
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