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Homero não crê em avanço nas reformas e critica lista fechada

De Brasília - Marcos Coutinho

A imposição dos grandes partidos de colocarem a lista fechada como pré-requisito para a votação do projeto de reforma política vai impedir qualquer avanço na apreciação do projeto apresentado pelo deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB). 

A avaliação foi feita há pouco pelo deputado federal Homero Pereira, do PR, segundo o qual os líderes dos "partidos médios" (PP, PDT, PTB, PSC, PMN, PR e PRB) vão travar qualquer discussão sobre a reforma "enquanto a questão da lista fechada for impositiva"

A votação do Projeto de Lei 4636/09, que prevê a adoção do sistema de listas fechadas nas eleições proporcionais, estava prevista para manhã. "Agora não creio em nenhum tipo de avanço", avaliou Pereira, em entrevista exclusiva para o Olhar Direto.

Para o líder republicano, o eleitor ainda não está preparado para votar em listas fechadas e imopsitivas porque os partidos ainda não estão suficientemente fortalecidos. "Temos que amadurecer mais esta questão (da lista fechada), mas antes temos que discutir o financiamento público de campanha, fidelidade partidária e unificação das eleições", salienta.  

Na mesma linha de raciocíonio de Homero Pereira, o líder do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), afirmou ser contra a lista por entender que ela retira do eleitor o direito de escolher seu candidato. Para o líder do PR, deputado Sandro Mabel (GO), esse modelo de voto representaria um risco para a democracia, pois ressuscitaria experiências como a dos senadores biônicos (que foram eleitos indiretamente em 1978).

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