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Polícia Civil faz devassa em secretaria de Saúde para apurar fraude em licitação; servidor é conduzido e afastado

Da Redação - Wesley Santiago

A Polícia Civil cumpriu, na última segunda-feira (09), mandado de busca e a apreensão na Secretaria Municipal de Alta Floresta (803 km de Cuiabá), com objetivo de esclarecer supostas ilicitudes na contratação de sistema de gerenciamento usado pelo órgão. Em um dos casos, é apurado sobrepreço de 50% no valor de um contrato. Um servidor chegou a ser conduzido, mas liberado posteriormente.

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A busca e apreensão tinha como finalidade o aprofundamento das investigações realizadas no inquérito policial n.º 55.4.2021.16250 que apura supostos crimes de falsificação de documentos e/ou fraude em licitação, ocorridos no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Alta Floresta (SMS/AF), durante a vigência de um contrato firmado pela Prefeitura do município.
 
Um servidor municipal que atuava como fiscal de contratos foi conduzido à Delegacia de Alta Floresta para prestar esclarecimentos sobre os fatos, sendo ouvido e liberado.
 
Os crimes estariam relacionados a contratação de empresa especializada em concessão de licença de uso de software com prestação de serviços de manutenção, suporte técnico e customização para área de gestão de saúde pública municipal para atender as necessidades da Secretaria Municipal de Saúde.
 
Com base em indícios quanto ao superfaturamento do contrato e falsificação de documentos particulares, a Polícia Civil representou pela busca e apreensão e pelo afastamento do servidor das funções. A busca e apreensão foi realizada, sendo apreendidos computadores, aparelho celular, e documentos que serão utilizados para a apuração dos fatos.

O servidor foi afastado pela justiça da função de fiscal de contratos, não podendo atuar nesta função mais.
 
Investigações
 
Segundo apontado pela Controladoria Geral do Município (CGM/AF), pelo menos duas irregularidades foram verificadas durante a vigência do contrato, a primeira no sobrepreço do valor do contrato de aproximadamente 50% entre os anos de 2019 e 2020. O segundo ponto verificado foi na possível falsificação de orçamentos/propostas para o balizamento de preço das ofertas.
 
Com relação ao uso de documentos falsos foi verificado, a princípio, que foram inseridos nos autos do processo de licitação, orçamentos/propostas falsas em nome de duas empresas, as quais foram utilizadas para o balizamento de preços pela Secretaria Municipal de Saúde, beneficiando a empresa vencedora da licitação que já estava prestando serviços à mencionada secretaria desde o ano de 2018.
 
As suspeitas quanto à falsificação de documentos recaem sobre um servidor municipal nomeado para atuar como fiscal do contrato. A atuação do servidor ficou evidente após a oitiva de outros servidores do Departamento de Compras da Prefeitura e por informações obtidas pela controladoria.
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