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Polícia Civil orienta servidores a não usarem imagem da instituição em manifestações, mas defende direito de livre expressão

Da Redação - Isabela Mercuri

Em comunicado interno divulgado na última sexta-feira (3), o diretor de inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Juliano Silva de Carvalho, orientou os servidores a não usarem nenhuma imagem institucional nas manifestações de sete de setembro e nem falarem em nome da instituição, para que não haja sujeição de “parcialidade política da instituição”. No mesmo documento, no entanto, o delegado afirma que é de direito dos servidores se manifestarem livremente enquanto cidadãos.

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O delegado justifica, no documento, que o atual cenário político é de extrema polarização, e se houver participação da Polícia Civil na ‘semana da Pátria’ pode haver “desgaste institucional”. O pedido é para que os símbolos da PC não estejam nem presencialmente, e nem mesmo via internet em redes sociais e/ou aplicativos de mensagens.
 
Dentre os símbolos que não devem ser utilizados estão uniformes, distintivos, viaturas, dentre outros. Recentemente, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, em entrevista à CNN, que era vedada a participação de policiais em eventos e manifestações políticas em geral.
 
Em todo o Brasil, o assunto tem sido tema de embates, principalmente depois que o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), exonerou um comandante da Polícia Militar, coronel Aleksander Lacerda, que fazia publicações nas redes sociais chamando para as manifestações.
 
As regras sobre a participação de policiais em manifestações políticas estão no regimento estadual e, por isso, pode haver divergências de um estado para outro.
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