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Mauro critica hipocrisia de países na COP30: ‘vem, dá um dinheirinho, faz pose ao lado dos povos indígenas e vai embora’

Da Redação - Rafael Machado

Durante participação na COP30, em Belém (PA), o governador Mauro Mendes (União) criticou a postura de alguns países que defendem a preservação ambiental no evento, mas continuam ampliando a emissão de carbono em seus territórios.

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Para o governador, há uma incoerência entre o discurso adotado na conferência e a prática dessas nações.

“Gente que vem aqui, dá um dinheirinho, tira fotografia, faz uma pose ao lado dos povos indígenas e vai embora. E continua aumentando a queima de carbono, a queima de petróleo, a queima de carvão. Continua fazendo as mesmas práticas que sempre fizeram. E aí quer que nós paguemos a conta. Isso está errado”, afirmou em entrevista à TV Jovem Pan.

O governador disse que o Brasil precisa preservar seus ativos ambientais, mas sem aceitar imposições de países que não cumprem as próprias metas climáticas.

“Nós queremos preservar os nossos ativos ambientais. Temos que cumprir a lei brasileira. Eu sempre defendi as penas duras, duríssimas, para quem descumpriu o Código Ambiental Brasileiro. Por que que o governo da Marina… por que que a Marina não abraçou isso daí?”, questionou.

Mauro reforçou que não aceita que nações industrializadas tentem impor ao Brasil o papel de “pulmão do mundo”, enquanto continuam consumindo combustíveis fósseis em larga escala.

“Não podemos aceitar que eles venham aqui, dê um dinheirinho, virem as costas, continuem fazendo o que sempre fizeram lá e que nós aqui nos transformemos num país das florestas, enquanto eles são um país da indústria, do consumo de petróleo, do consumo de carvão e do consumo de xisto, que são altamente poluentes no planeta”, afirmou.

As críticas ocorreram após o anúncio do lançado o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), ocorrido durante a COP30. O programa foi apresentado por 53 países e prevê a mobilização de recursos públicos e privados para incentivar a preservação de florestas tropicais. Entre os compromissos anunciados estão US$ 3 bilhões da Noruega ao longo de dez anos, até US$ 577 milhões da França até 2030 e aportes de Brasil e Indonésia de US$ 1 bilhão cada.
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