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Terça-feira, 25 de julho de 2017

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Ruas de Miami ficam cheias em comemoração pela morte de Fidel Castro

Reuters

26 Nov 2016 - 18:00

MIAMI (Reuters) - Cubanos residentes nos Estados Unidos encheram neste sábado as ruas do bairro de Little Havana, em Miami, para celebrar a morte do líder cubano Fidel Castro, hasteando bandeiras e faixas, soltando fogos de artifício e batendo em potes e panelas.

Filas de carros buzinando do lado de fora do restaurante Versailles, por muito tempo uma referência da comunidade cubana na cidade, se juntaram a centenas de cubanos festeiros que desafiaram a chuva para comemorar a morte de Fidel Castro, na sexta-feira, aos 90 anos de idade.

"É o dia mais feliz da minha vida. Os cubanos estão finalmente livres!", disse Orlidia Montells, de 84 anos, que afirmou esperar pela morte de Castro há mais de 50 anos.

Hugo Ravalo, ex-funcionário de cassino de 83 anos de idade, afirmou esperar que a ilha caribenha mude a partir de agora, embora não tenha tanta certeza disso. "O outro está lá", disse, em referência ao presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel.

As ruas de Miami já chegaram a ficar lotadas durante alarmes falsos de morte de Castro, mas nesta manhã de sábado os "foliões" mostraram, sobretudo, alívio pelo líder cubano ter finalmente se despedido. 

O prefeito de Miami, Tomas Regalado, lembrou que os festejos na cidade, onde vivem mais de 1 milhão de cubano-americanos, irá se estender por mais dias.

"A morte dele encerra um dolorido capítulo para os cubanos na ilha e para os cubano-americanos em todo o mundo, incluindo os milhares de residentes no condado de Miami-Dade que foram pessoalmente afetados por sua cruel e brutal ditadura", disse Carlos Gimenez, prefeito do condado de Miami-Dade, onde fica a cidade de Miami.

Gimenez, nascido em Cuba e que migrou para os Estados Unidos na época em que Castro chegou ao poder, disse em comunicado que espera que as manifestações sejam pacíficas e que não há intenção, por ora, de acionar o Centro de Operações Emergenciais do condado. 

Luis Torres, estudante de medicina de 28 anos, afirmou que Castro ainda era admirado por muita gente por desafiar os Estados Unidos e demolir o rígido sistema de classes sociais em Cuba.

"Muitas pessoas o veem como herói, como alguém que desafiou os EUA", disse.

Em um bairro cubano-americano em Hialeah, moradores tomaram as ruas com bandeiras de Cuba e dos EUA. 

Um homem, carregando uma pá, disse à emissora NBC o seguinte: "Estou cavando a cova dele. Ele fez muito mal à minha família." Segundo ele, o governo Castro tomou a empresa de seu pai e prendeu alguns de seus familiares. "Estou tão feliz", concluiu, sobre a morte de Fidel.  
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