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Famosos lamentam a morte de Ferreira Gullar

Priscila Bessa Do EGO, no Rio

05 Dez 2016 - 02:44

Ferreira Gullar morreu neste domingo, 4, aos 86 anos. Poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista, Ferreira Gullar estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio, segundo informações do jornal "O Globo".

Após a notícia ganhar destaque na imprensa, famosos como Pedro Bial e Antonio Calloni se manifestaram nas redes sociais. Lúcia Veríssimo lamentou e contou que o conhecia. "Que triste notícia da partida do amigo Ferreira Gullar. O conheci ao lado de Thereza, eu ainda era uma jovem recém saída da adolescência. Nesses anos, em todos os nossos contatos ele foi uma luz em meus pensamentos e compreensão sobre muitas coisas. Que dia esse. Tantas coisas tão determinantes acontecendo no mundo. E essa perda imensa para a poesia brasileira. Mas sabe, quem escreve Poema Sujo é imortal, como sempre foi. RIP #ferreiragullar #luciaverissimo #poesia #brasil", postou no Instagram.

A jornalista Poliana Abritta usou versos do poema "Traduzir-se" para homenagear Gullar. Renata Cribelli também usou as redes sociais para lamentar a morte do poeta. "Mais uma notícia triste nesse final de ano. #PazFerreiraGullar".

Lúcio Mauro Filho mostrou um desenho de Ferreira Gullar feito por seu filho, Bento, quando o menino tinha 9 anos: "'A arte existe, porque a vida não basta.' Meu filho Bento tinha 9 anos quando num dia veio me perguntar como se usava a impressora. Falei que a mesma estava sem tinta e perguntei para que queria usá-la. Ele estava fazendo um trabalho na escola sobre o Ferreira Gullar e precisava imprimir uma foto do poeta. Fiquei curioso e feliz dele estar estudando figura tão fantástica e ele com a maior calma, recitou 'Mar Azul', que havia decorado. Poucas vezes senti emoção tão forte na minha vida. Pra matar o papai, Bento arrematou: 'Se não rolar a impressora tudo bem pai, eu coloco esse desenho que eu fiz'. E me mostrou esse desenho que posto aqui e que fizemos chegar às mãos de Ferreira Gullar, pois ali eu tive a certeza de que tinha um filho artista e que deveria incentivá-lo de todas as formas. Obrigado Ferreira Gullar. Por educar e encantar tantas gerações! Imortal de verdade! Descansa. #ferreiragullar".

O ator Bruno Gissoni também lamentou a morte: "A Arte existe, porque a vida não basta!". Paulo Gustavo também usou a rede social para falar de Gullar: "Poeta , Escritor e Teatrólogo ! Um dos maiores escritores brasileiros do século XX ! Descanse em paz querido ! 86 anos de genialidade não é pra qualquer um não!!"

Ferreira Gullar foi um dos fundadores do neoconcretismo - que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo - e postulante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada por Ivan Junqueira.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

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