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Sexta-feira, 23 de junho de 2017

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Professores devem ficar de fora do congelamento de salários do Governo do Estado

Da Redação - Lucas Bólico

26 Jan 2017 - 11:25

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Professores devem ficar de fora do congelamento de salários do Governo do Estado
A lei complementar que prevê o congelamento dos gastos do Estado de Mato Grosso, e por consequência dos salários dos servidores, não deve atingir os professores da rede pública. A garantia partiu do secretário de Educação, Marco Marrafon. Ele sustenta que apesar do pacote de austeridade, o Governo continuará com o plano de valorização dos profissionais da Educação.

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Em entrevista concedida ao programa de rádio Chamada Geral, Marafon avaliou que os professores ainda recebem um salário “injusto” pelo serviço que desempenham, mas que, comparativamente, os de Mato Grosso gozam de um dos melhores subsídios entre os estados.
 
“O que nós temos em relação à educação é uma injustiça histórica e a gente sabe que isso tem que ser corrigido”, avaliou. “A gente já tem uma política bastante avançada em relação a isso. Veja, hoje o piso nacional para 40 horas é de R$ 2,2mil. Nós já estamos chegando no piso estadual para 30 horas de R$ 3,3 mil. Então além de mil reais a mai,s são dez horas a menos. Quando você corrige, vamos supor que fosse aplicado 40 horas, daria acima de 4 mil reais. Isso colocaria o patamar de 40 horas o melhor do Brasil entre os estados”, argumenta.
 
A lei complementar que estipula um teto de gastos foi um compromisso assumido pelo governador Pedro Taques (PSDB) com o Governo Federal. O projeto acabou não sendo votado em 2016 e deve ser encaminhado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso no primeiro semestre de 2017.

“Já temos então que ela [categoria dos professores] ficaria de fora da lei complementar do teto de gastos”, adiantou. “Haverá sim congelamento de salários no estado de Mato Grosso, é um debate porque houve a Emenda Constitucional e é um compromisso do governamental, agora isso não atingirá o setor da educação”, explicou.
 
Com os professores, o Governo de Mato Grosso assumiu compromisso de fazer concurso público, cujo edital está sendo elaborado, e de aumentar o poder de compra da categoria. “Está começando a haver uma política de valorização e sempre vai ficando melhor ano a ano. A gente tem buscado cumprir todos os compromissos, mas a gente tem responsabilidade. Isso não pode ser de um dia para o outro”, finalizou. 

20 comentários

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  • loiro servidor
    27 Jan 2017 às 14:03

    O senhor MARAFON está sabendo legal, só para titulo de informação, a tal PEC que envolvia o socorro aos estados, que tinha contrapartidas obrigatórias de congelamento e aumento de inss não foi HOMOLOGADA o TEMER VETOU, essa PEC DO GASTOS PUBLICOS não tem nada haver com o estado.... E SIM A PEC DE AJUDA FINANCEIRA E PERDAO DE DIVIDAS essa sim exige as contra partidas, so que foi VETADA... entao TAQUES ESTÁ INVENTANDO MODA...

  • Rodrigo
    27 Jan 2017 às 13:15

    Profissionais dá Educação devem ser amortizados. Basta fazer uma comparação nas tabelas salariais do Estado MT e ver que os profissionais dá Educação recebem um salário bem abaixo dos outros servidores.

  • Bauman
    27 Jan 2017 às 11:22

    É interessante como falta consciência política aos trabalhadores, sejam públicos ou privados. A discussão aqui não é se os educadores vão ou não receber o RGA e a dobra do poder de compra da lei 510 de 2013, que, será provavelmente votado em março de 2017. Não há nada garantido. Historicamente os profissionais da educação recebem o pior salário do estado, ou seja, uma merendeira que exerce uma função importante em unidade escolar, ganha ao mês um salário mínimo. Portanto, que tipo de privilegio é estes caros egoístas? A nossa luta deve ser contra os privilégios do ministério público, poder judiciário, assembleia legislativa, tribunal de contas, enfim. As demais carreira são consideradas pelo projeto neoliberal sem importância para o estado em terno de política de inclusão social. Por isso, há uma campanha sistêmica de desvalorização do serviço publico em detrimento do privado. Hoje o atendimento, por exemplo, num hospital particular é pior do que em um posto de saúde. Isto posso lhes afirmar com toda a certeza. Aqui não é jogar trabalhador contra trabalhador, pois o nosso inimigo está no palácio paiaguás. Também esclareço, segundo estudo da UFRJ, que os estudantes de escolar públicas que chegam a universidades por meio da conta tem o desempenho igual ou melhor do que os demais e

  • ezequiel paixao
    27 Jan 2017 às 09:47

    eu gostaria de entender o critério para isso, pois ao que me consta os alunos da rede pública, chegam até 3ª 4ª ou 5ª série sem aprender a ler, num despreparo memorável, diferente dos alunos da escola privada. Que critério é esse que estão utilizando para valorizar esses "profissionais de resultados pífios"? Será que é por que são em grande quantidade e fazem greves todos os anos colocando a opinião pública cona o governo. Acho que está na hora de rever esses profissionais. Acho que se o estado fizer a conta de quanto gasta com cada aluno e o resultado, seroa mais barato pagar para todos irem para escola privada. Teria um ensino melhor e se livrava desses chupins.

  • Rosina francisca xavier
    27 Jan 2017 às 09:04

    Engraçado falar de congelar salário e salvar salário de professor so professor é merecido so professor levanta sedo so professor da cara a tapas .tec em enfermagem não q perde noite q lava ferida tira merda q dedica os doentes q de vez emquando apanha na cara por certos drogados inrresponsaveis sem educação isso não é merecedor de ter o salário digno e nem merece um aposento por tempo de batalha .veja isso senhores se q merece ser chamado de senhores.

  • Cuiabano porreta
    26 Jan 2017 às 23:08

    somos todos servidores publicos ..nem um.é melhor que outro..esta mais preocupado com.seus votos ditadorzinho

  • Ibis
    26 Jan 2017 às 20:31

    NÃO SE DEVE ESQUECER A ISONOMIA ENTRE OS SERVIDORES!

  • Luísa de Sousa Alves
    26 Jan 2017 às 20:09

    Se está proposta for aprovada será realmente um grande avanço da política educacionl do Estado, Não por questão do trabalho em se mas como forma de transformação de um país, pois isso só é possível com educação de qualidade e só será possível com a valorização dos profissionais da educação.

  • armando
    26 Jan 2017 às 19:15

    Sindicatos, não aceitem essa discriminação !!!! Está na cara que o interesse é enfraquecer a greve que eles já sabem que irá ocorrer. Os sindicatos têm que agir juridicamente contra essa ilegalidade !

  • armando
    26 Jan 2017 às 19:06

    Já estão tentando enfraquecer uma possível greve. Sabem que os professores são a maior parte dos funcionários, então se deixarem eles de fora do saque da RGA, o futuro movimento será, teoricamente, mais fraco. Eita governo das sacanagens com o trabalhador !!!!!! Mas temos que brigar, é direito de todos !!!!!!

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