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Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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Governador afirma que vagões do VLT serão vendidos se MP continuar reprovando acordo com consórcio

Da Redação - Érika Oliveira

17 Jul 2017 - 11:15

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Governador afirma que vagões do VLT serão vendidos se MP continuar reprovando acordo com consórcio
Após uma segunda negativa por parte dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, com relação ao acordo firmado entre Governo do Estado e Consórcio VLT, o governador Pedro Taques (PSDB) assumiu, na manhã desta segunda-feira (17), que se este continuar sendo o entendimento dos órgãos, os vagões do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) poderão ser vendidos e uma nova licitação de transporte coletivo deverá ser realizada na Grande Cuiabá.

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“Ora, se o Ministério Público Estadual e Federal entender que não vai ter o VLT, nós vamos ter que vender os vagões e buscar outra coisa”, disse o governador, durante visita às obras do novo Pronto-Socorro da Capital.

Apesar do comentário, Taques defendeu que um novo processo licitatório não é a alternativa mais viável a ser adotada neste momento, uma vez que, segundo ele, além de demandar mais tempo, uma nova modalidade de transporte coletivo deverá custar ainda mais caro.

“É muito interessante que esse acordo foi feito. Nós estamos superando algumas fases e precisamos entender que é muito mais caro nós fazermos outra licitação. Outra licitação será internacional, vai demorar e o valor será bem maior. Nós estamos economizando o dinheiro do Estado, estamos buscando resolver. Agora, é importante dizer que na época da escolha do VLT eu fui contra. Parece que o efeito boomerang inverteu, ne?!”, avaliou Pedro Taques.

Os primeiros vagões do VLT chegaram a Cuiabá em novembro de 2013 e permanecem no pátio de manutenção, que fica em Várzea Grande, desde então. Ao todo, o Estado comprou 40 vagões, adquiridos pelo valor de R$ 497,9 milhões, que deverão percorrer os dois eixos do modal: Aeroporto Marechal Rondon (em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá)-CPA e Centro de Cuiabá-Coxipó.



Na semana passada, os Ministérios Públicos se manifestaram, pela segunda vez, contrários ao acordo firmado no dia 31 de março entre o Governo e o Consórcio. No acordo, o Estado concordou em pagar mais R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do modal.

Em suas manifestações, os órgãos ministeriais afirmaram que o Executivo não sanou ou deu resposta adequada às irregularidades comprovadas na ação judicial para retomada das obras do modal Veículo Leve sob Trilhos (VLT).

Na petição assinada pelo procurador da República Vinícius Alexandre Fortes de Barros e pelo promotor de Justiça André Luís de Almeida, os Ministérios Públicos Federal e Estadual afirmam que não se opõem à apresentação de nova proposta pelo Estado de Mato Grosso e o Consórcio VLT, desde que contemplem e corrijam as irregularidades já enfaticamente demonstradas nas manifestações ministeriais e nas perícias realizadas pelo Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria-Geral da União.

“O Ministério Público está cumprindo o seu papel constitucional. Eles não têm uma posição final ainda, isso vai ao Dr. juiz Arapiraca e ele vai fazer, me parece, uma audiência de conciliação. O Ministério Público não está pondo pau na frente do VLT, eles estão cumprindo com o seu papel constitucional”, finalizou o governador.

35 comentários

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  • Jana
    19 Jul 2017 às 06:47

    Deveria vender logo. Porque já foram gastos milhões na compra e no pouco de mão de obra (que inclusive foram na justiça do trabalho para receberem) serão gastos mais quantos milhões para comprar as peças que estragaram com o tempo e ainda quando funcionar, e se funcionar, serão gastos mais outros milhões para manutenção e funcionamento. Deveriam investir esse dinheiro no transporte público atual (ônibus), aumentando cadeiras, instalando ar condicionado e traçando mais linhas próprias para o tráfego deles. É não se esquecendo dos pontos de ônibus, que também precisam ser arrumados e até colocado bancos e cobertura.

  • vicente
    17 Jul 2017 às 21:04

    Se não sair o VLT, o Pedro Taques perde a próxima eleição.

  • Sérgio
    17 Jul 2017 às 20:30

    Concordo com o Sr Davi, se o propósito do governador era o de concluir a obra deveria tê-lo feito no início do mandato e através de nova licitação e não agora no fim do mandato, deixando a dívida de um bilhão para o governador que assume. Melhor o próximo governador decidir sobre isso, alguém que tenha apoio popular, legitimidade.

  • Efraim
    17 Jul 2017 às 20:06

    Homem frouxo,sem comando político,pedi pra sair,deixa o vice assumir que sabe faz alguma coisa...

  • Joao Aroldo
    17 Jul 2017 às 18:25

    Por hora, é a melhor coisa a se fazer, e investir o dinheiro na saúde, que esta precária no nosso estado. VLT ja virou um buraco sem fundo de dinheiro publico.

  • Davi
    17 Jul 2017 às 16:02

    Concluir o VLT com a mesma empresa acusada de desviar 300 milhões é uma afronta a moralidade pública. Além do mais o empréstimo será pago pelo futuro governador, que terá essa herança maldita. O mais adequado é uma nova licitação em 2019 pelo novo governador. Se o Taques pretendia mesmo solucionar a questão do VLT deveria tê-lo feito no início de seu mandato, não deixar a conta pro próximo.

  • Roberio Gasquez
    17 Jul 2017 às 15:36

    Quero um vagão desses para montar um ponto de cachorro quente.

  • Junior
    17 Jul 2017 às 15:23

    Eu vejo tanta gente defendendo VLT, muitos nem vão andar nele, querem só ver ele desfilando nas avenidas dando prejuízo ao estado e ao cidadão com empréstimos bilionários e prejuízos milionários todo mês Já está comprovado que deu prejuízo, dá prejuízo e continuará dando prejuízo, pra que insistir, os Ministérios Públicos tão fazendo o papel deles para depois não ser acusados novamente de aceitar algo que causa tanto prejuízo ao estado. Estado endividado, ainda contrai empréstimo de 800 milhões, sendo que para um BRT não gasta nem a metade desse valor, pra se ter o luxo de ter um transporte na qual é necessário o estado ainda desembolsar 36 milhões por ano pra manter o orgulho de alguns. Já tinham que ser sido vendido e desfeito esse modal mesmo, mas com a assessoria de Wilson Santos também, você vai esperar o que?

  • Paulo
    17 Jul 2017 às 15:09

    kkkkkk....engraçado demias ver viúvas e órfãos de Silval reclamando do VLT........kkkkkkkkk

  • TOTONHO PICANÇO
    17 Jul 2017 às 14:29

    ATÉ QUE ENFIM ESSE FANFARRÃO METIDO A GOVERNADOR DISSE ALGUMA COISA QUE PRESTA : VENDER URGENTE ESSA FRIAGEM DE VLT, PAVIMENTAR POR CIMA DOS TRILHOS,DAR CONCESSÃO DE EXPLORAÇÃO DE BRT , QUE, PARA QUEM NÃO SABE, É ÔNIBUS ARTICULADO QUE FAZ O MESMO SERVIÇO DO VLT, NÃO PRECISA O GOVERNO COMPRAR MÁQUINAS POIS O CONCESSIONÁRIO É QUE COMPRA E O GOVERNO FICA FORA DISSO. E O DINHEIRO QUE JÁ FOI GASTO ? RESPOSTA: REALIZA O PREJUIZO QUE É MAIS BARATO QUE TERMINAR DE IMPLANTAR E VLT E, PIOR AINDA, APERA-LO E MANTE-LO, POIS NINGUEM VAI QUERER A CONCESSÃO DESSE MICO.

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