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Após 11 meses, assassinato de estudante de 16 anos segue envolto em mistério

Da Redação - André Garcia Santana

13 Ago 2017 - 09:02

Foto: Reprodução/Facebook

Após 11 meses, assassinato de estudante de 16 anos segue envolto em mistério
Onze meses após o assassinato da estudante Rurye Perossi Youssef, de 16 anos, a Polícia Civil segue sem um desfecho para o crime, cometido no município de Sinop (480 km de Cuiabá). O inquérito, anteriormente conduzido pelo delegado Carlos Eduardo Muniz, está agora sob a apuração da Diretoria Geral da Polícia Civil, na Capital. De acordo com a instituição a mudança se deu por conta da extrema complexidade do caso, que envolve uma família estrangeira.

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A menina era filha do dentista Reda Mohamed Yussef, um libanês naturalizado brasileiro, que morreu em 2012, vítima de um aneurisma cerebral. À época de sua morte as suspeitas eram de que as motivações para o crime seriam a herança do homem ou ciúmes. Ela foi assassinada a tiros na madrugada de um sábado, 17 de setembro, enquanto conversava com um grupo de amigos na porta de casa, no bairro Recanto Suíço.

As duas possibilidades, no entanto, nunca foram confirmadas por Carlos Eduardo, que, na ocasião, explicou ao Olhar Direto não poder informar os rumos da apuração, para não prejudicar o andamento dos trabalhos. “Já ouvimos muitas pessoas e conseguimos estabelecer uma linha. Mas nesse momento, qualquer informação divulgada pode prejudicar o andamento da investigação. Por isso estamos trabalhando com sigilo.”

O caso ganhou repercussão nacional em uma matéria transmitida pelo programa Cidade Alerta, da TV Record, apresentado por Marcelo Rezende.  A narrativa mostra que Rurye havia se mudado de São Carlos, no interior de São Paulo, Sinop há pouco mais de nove meses.

De acordo com os dados levantados naquela data, três homens pararam num carro branco, um Gol, e efetuaram vários disparos. Rurye foi atingida por dois tiros no pescoço e não resistiu aos ferimentos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) chegou a ser acionada, mas ao chegar ao local constatou o óbito da jovem. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas nenhum suspeito do crime foi encontrado. 

O bairro onde o assassinato foi cometido é novo na cidade, não dispondo ainda de iluminação. Por esse motivo, não há nenhum registro de câmeras de segurança em estabelecimentos ou residências da região que possam ser usados nas análises dos policiais.

2 comentários

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  • Lidicey
    13 Ago 2017 às 19:38

    Totalmente certo o comentário abaixo. A PC somente resolve caso se o bandido deixar o RG na cena do crime. Delegado em MT sequer faz interrogatório, somente o escrivão que não fórmula perguntas. Enfim não se interroga. Ou o criminoso deixa o RG ou confessa espontaneamente .

  • paulo escorpião
    13 Ago 2017 às 09:48

    ai esta a prova que a policia civil de mato grosso só elucida crimes quando a policia militar entrega o B.O, com o nome e endereço do criminosoé uma vergonha.

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