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Terça-feira, 19 de setembro de 2017

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Hospital realiza cirurgia por vídeo que garante a detecção precoce de câncer incidental de vesícula biliar

Da Redação – Fabiana Mendes

25 Jul 2017 - 15:40

Foto: Divulgação/ZF Press

Hospital realiza cirurgia por vídeo que garante a detecção precoce de câncer incidental de vesícula biliar
A colecistectomia – retirada da vesícula biliar – é hoje uma das cirurgias eletivas mais realizada no mundo, só perde para a cesariana. No Brasil, este quadro não é diferente. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 200 mil procedimentos são realizados em média por ano. Com o avanço e difusão da cirurgia videolaparoscópica [por vídeo], a colecistectomia tornou a detecção precoce do câncer de vesícula uma realidade.   Em Mato Grosso, o Santa Rosa Onco, do Grupo Santa Rosa, alia todas as etapas de tratamento à um modelo assistencial baseado no atendimento interdisciplinar e integrado à cadeia de atendimento. Inclusive, disponibiliza a avaliação para segunda opinião por teleconferência com a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. 

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Conforme informações da assessoria, estudos epidemiológicos estimam que 1 em cada 100 pacientes operados para retirada da vesícula biliar apresentará tumor na peça cirúrgica. Contudo, poucos pacientes sabem da possibilidade de que sua doença relativamente tranquila de se tratar, como a retirada de cálculos [as famosas "pedras na vesícula"] e o tratamento de uma inflamação, pode ser na verdade um câncer potencialmente letal se não avaliado por um profissional adequadamente.
 
"Vejo na prática da oncologia pacientes que nem sequer sabiam que a vesícula iria para estudo anatomopatológico [biópsia]. Com essa desinformação, o resultado não chega ao conhecimento do seu médico. Infelizmente, casos assim evoluem de maneira desfavorável. É preciso que o paciente vá atrás da biópsia para que não fique sem avaliação. Inclusive, é preciso descobrir nesse momento se o tumor é ressecável", esclarece o cirurgião oncológico do Santa Rosa Onco Rafael Sodré.
 
O cirurgião complementa que é preciso se manter informado e participar ativamente do processo. "Nunca é demais, portanto, alertar para sempre verificar junto ao seu médico o resultado da biópsia. Aliás, chamamos de incidental pois é por acaso na biópsia ou durante a cirurgia que encontramos a lesão. Em caso de neoplasia, recomenda-se procurar um centro especializado com profissionais habilitados no tratamento multidisciplinar do câncer", pontua.
 
Vale ressaltar que a vesícula biliar é uma pequena bolsinha do sistema digestivo, responsável pelo armazenamento da bile – que, por sua vez, é fabricada pelo fígado para auxiliar na metabolização das gorduras. "Ela é como a caixa d'água da casa da gente – represa a bile e só a solta quando nos alimentamos", contextualiza Sodré.  
  
RASTREAMENTO E FATORES DE RISCO – Assim como na maioria dos cânceres, a detecção precoce ainda é a melhor saída. No entanto, os sinais e sintomas do câncer de vesícula biliar costumam só se manifestar quando a doença já está em estágio avançado – englobando desde perda de peso sem causa aparente, dor abdominal (parte superior direita), náuseas e vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados) até massa abdominal palpável.
 
"Especificamente, neste tipo de câncer, é muito difícil rastrear precocemente – tendo em vista que ele é um câncer extremamente agressivo e oferece poucos sintomas. Por isso, a importância da biópsia após a cirurgia. Aliás, dois fatores de risco podem aumentar a chance de desenvolver a doença: a inflamação ocasionada pelos cálculos na vesícula [principalmente, maiores do que 2 centímetros] ou ocasionada pelo refluxo do suco pancreático", explica o cirurgião oncológico.   


 
Conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), serão detectados cerca de 45 mil novos casos de câncer em 2017 na região Centro-Oeste. Isto, em um panorama de 600 mil novos casos de câncer no Brasil. Por outro lado, o Inca não dispõe de estimativas para o câncer de vesícula biliar.
 
SANTA ROSA ONCO - Além dos protocolos mundiais de quimioterapia para tratamento de todos os tipos de câncer, a instituição conta com tecnologia avançada em radioterapia e expertise em Diagnóstico, Tratamento Cirúrgico, Oncologia Clínica, Gestão de Doença Oncológica Crônica, Cuidados Paliativos e Cuidados Hospitalares de Suporte. O Santa Rosa Onco encontra-se no segundo andar do Hospital Santa Rosa, que está localizado na rua Adel Maluf, 119, no Jardim Mariana, em Cuiabá.  
 
ACREDITAÇÃO – O Santa Rosa é o único hospital do Centro-Oeste certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela   (ONA). 

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