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Terça-feira, 21 de agosto de 2018

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Após dois anos Hospital Geral volta a atender pacientes com o 'Pé Torto' e demais deformidades congênitas

Da Redação - Fabiana Mendes

24 Out 2017 - 08:44

Foto: Divulgação

Após dois anos Hospital Geral volta a atender pacientes com o 'Pé Torto' e demais deformidades congênitas
Após dois anos paralisados, os atendimentos ambulatoriais na especialidade pediátrica no Hospital Geral de Cuiabá foram retomados. No ultimo sábado (21), duas crianças que sofriam com má-formação congênita conhecida como "Pé Torto Congênito” passaram por procedimentos de correção com o ortopedista Dr. Miguel Alito e sua equipe.

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A parceria firmada entre a Prefeitura de Cuiabá o Hospital Geral irá disponibilizar aos pacientes do Sistema Único de Saúde 8 procedimentos cirúrgicos por mês e realizará 40 consultas mensais na especialidade. “Estamos muito contentes com a retomada deste serviço porque esta equipe é especialista e referência nacional neste tipo de procedimento e durante 10 anos atendeu aqui no HG”, destaca o diretor clínico Dr. Antônio Figueiredo.
 
De acordo com as estatísticas uma a cada mil crianças no mundo nascem com a deformidade.
 
Segundo o ortopedista pediátrico, Miguel Alito, essa má formação surge ainda na gestação e, quanto antes à criança for tratada, maiores são as chances de recuperação do posicionamento normal dos pés. No pé torto congênito os tecidos que ligam os ossos (ligamentos) são mais curtos que o usual em várias articulações , assim como músculos e tendões, causando alterações nas posições ósseas levando ás deformidades observadas.
 
"Como nas primeiras semanas de vida há mais facilidade para a manipulação do bebê, o ideal é que o tratamento seja iniciado o quanto antes. Com o uso de gessos que são trocados semanalmente consegue-se a correção progressiva destas deformidades. Cerca de seis trocas de gessos podem ser suficientes para a correção. Porém, a maioria dos casos exige cirurgias ao final do tratamento com as trocas de gessos. A intervenção cirúrgica é pequena (anestesia local e
corte/alongamento do tendão aquiliano) e a recuperação da criança ocorre sem maiores preocupações. A técnica que utilizamos na atualidade é conhecida como Ponseti”.
 
O especialista explica que as chances da criança crescer com um pé praticamente perfeito e ter uma vida normal são maiores que 90%. Porém, em alguns casos, os pais procuram o médico e o tratamento quando a criança já tem mais anos de idade, quando as juntas já estão mais duras , os ossos deformados podem precisar de intervenção cirúrgica.
 
Nesses casos as chances de sucesso diminuem, podendo, até mesmo ter sequelas, como redução da força dos músculos do pé e da perna e rigidez a partir da segunda década de vida.
 
O médico relata que, além do serviço realizado dentro do hospital, o papel da família também é essencial para a recuperação total da criança. Ir às consultas regularmente e seguir as recomendações médicas fazem o tratamento ser um sucesso, possibilitando uma vida mais comum e sem transtornos aos pequenos.
 
"O comprometimento dos pais é muito importante e é um dos processos principais dentro do tratamento. É preciso que a família siga à risca as recomendações de utilizar a órtese no período necessário, por mais que o problema pareça já estar corrigido, para que ele não reapareça”, completa Alito.

1 comentário

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  • Gladston
    15 Fev 2018 às 14:40

    Um amigo teve um menino com pé torto congênito, aqui em Tangara da Serra MT e estão sem saber o que fazer para resolver o problema, já que é uma família com poucos recursos e foram informados por alguém que pra operar seria necessário gastar mais de R$ 10.000,00, valor que eles infelizmente não tem sequer de onde tirar, já que moram de aluguel e somente ele trabalha. Lendo, descobri que o HGU faz essa cirurgia pelo SUS. Gostaria de saber como proceder para que essa criança de apenas dois meses possa ser agraciada com esse atendimento para que possa no futuro ter uma vida normal, tendo seus membros inferiores perfeitos. Desde já agradeço pela atenção dispensada ao meu apelo. Não deve ser fácil para uma mãe ver o único filho nessas condições e com um futuro incerto. Os pais são Flademir e Luciana. 9 9936 8350 e 9 9934 6379. Obrigado novamente e que DEUS abençoe a todos! Gladston

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