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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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Fagundes diz que bancada “perdoou sectarismo de Taques” para salvar saúde do Estado

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco/ Da Redação - Érika Oliveira

14 Nov 2017 - 08:13

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Fagundes diz que bancada “perdoou sectarismo de Taques” para salvar saúde do Estado
O senador Wellington Fagundes (PR), crítico ferrenho da gestão Pedro Taques (PSDB), afirmou que a bancada federal mato-grossense mudou o destino das emendas impositivas, no valor de R$ 126 milhões, por entender a grave crise da saúde no Estado. Nas palavras do parlamentar, a bancada “perdoou o sectarismo de Taques” e priorizou o setor.

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“Governar é a arte de saber perdoar e de saber priorizar. O sectarismo do governador Pedro Taques fez com que o início da gestão fosse de muita dificuldade. ‘Os meus são bons e os outros são ruins’. Não é assim que se faz um governo. Governo se faz agregando todos os setores da sociedade. E, principalmente, na questão administrativa, eleger as prioridades. A saúde hoje em Mato Grosso está um caos”, criticou o senador, na última sexta-feira (10), durante encontro que reuniu prefeitos de todo o Estado para discutirem as dificuldades da saúde pública.

Encabeçado pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga (PSD), o encontro serviu para aparar as arestas entre os Executivos estadual e municipais. Os prefeitos, que ameaçavam pedir o afastamento do governador caso este não fizesse os repasses essências à Saúde, recuaram após o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB), prometer quitar os débitos com a chegada da verba da bancada.     

“As dificuldades estão acontecendo em Mato Grosso e nosso papel é ajudar. Alocamos recursos: 126 milhões para o Estado. Mas, é preciso gestão. Falei isso há um ano. Cobrei que o Governo apresentasse ao Ministério da Saúde planejamento da saúde em Mato Grosso e até hoje não chegou à bancada. Fizemos uma emenda de R$ 156 milhões, mas não tem uma proposta para utilizar esses recursos. Já passou quase um ano no orçamento”, continuou Fagundes.

De acordo com a AMM, os débitos do Estado com os municípios, somente na atenção básica, já ultrapassam R$ 100 milhões. “O valor é referente aos repasses atrasados da saúde nos anos de 2016 e 2017, dos programas de Atenção Básica, Farmácia Básica, Regionalização, Alta e Média Complexidade, Samu, Unidade de Pronto Atendimento e Programa de Apoio e Incentivo aos Consórcios Intermunicipais”, explicou Neurilan.

Emenda da bancada

A expectativa é de que nos próximos dias o Governo do Estado receba cerca de R$ 126 milhões das emendas impositivas da bancada federal e quite seus débitos na área da saúde.

As emendas impositivas da bancada totalizam R$ 156 milhões. Deste total, R$ 82 milhões seriam repassados diretamente para a Prefeitura de Cuiabá, com o intuito de equipar a nova sede do Pronto-Socorro, a ser entregue, segundo o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), em abril de 2018. Mas, a pedido de Pedro Taques, os parlamentares decidiram destinar os recursos das emendas para o custeio da saúde pública ainda no ano de 2017, repassando R$ 50 milhões aos municípios do Estado para atenção básica.
 
No novo acordo, Cuiabá receberá somente R$ 30 milhões, inicialmente, e o restante do recurso será repassado por meio de um Convênio com o Governo do Estado, sem data definida.
 

4 comentários

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  • Saulo
    14 Nov 2017 às 16:00

    Esse Taques e caso perdido, o pequeno pônei não é fácil pobre de nos matogrossenses que vamos terça aguentar ele mais um ano.Taques nunca mais.

  • por justiça
    14 Nov 2017 às 10:45

    e cobra engolindo cobra como dis o ditado......

  • Tá na Hora
    14 Nov 2017 às 10:03

    Uélto, tá na hora de mostrar serviço! É o velho ditado, se ficar o bicho come e se correr o Moro pega!

  • marcelo
    14 Nov 2017 às 08:47

    Wellington Fagundes , precisa trabalhar mais , e falar menos , mais conhecido como 30%.

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