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Sábado, 15 de dezembro de 2018

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Em vídeo, médica indiciada por morte diz que sofrimento é diário; veja

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Out 2018 - 08:55

Foto: Rogério Florentino / OD / Reprodução

Em vídeo, médica indiciada por morte diz que sofrimento é diário; veja
A médica Letícia Bortolini, indiciada por atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, em abril deste ano em Cuiabá, compartilhou um vídeo em uma rede social dizendo que sofre com o trauma causado pelo acidente.

No mês passado o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) acatou denúncia do Ministério Público contra a médica, que agora responde pelos crimes de homicídio doloso, omissão de socorro, por se afastar do local e por conduzir embriagada.
 
Leia mais:
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A médica falou sobre o que tem passado no stories do perfil da clínica onde trabalha, no Instagram. Bortolini fala que tem sofrido com queda de cabelo. Ela falou que após o parto de seu filho a situação havia melhorado, mas piorou neste ano. Bortolini afirma que é reflexo do trauma que sofreu.

“Não tem como não dar um reflexo no organismo da gente um trauma tão grande quanto o que eu sofri, as pessoas pensam que a gente não sofre só porque a gente continua trabalhando, mas o sofrimento é enorme, a dor é diária”.



No dia 14 de abril deste ano o verdureiro Francisco Lucio Maia morreu após ser atropelado por Letícia, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. A médica estava em um Jeep Compass, com o marido, e ambos fugiram sem prestar socorro à vítima. Na mesma noite, ela acabou sendo presa e encaminhada ao Cisc Planalto.

Dois dias após a prisão o desembargador Orlando Perri concedeu habeas corpus à médica, alegar que a médica precisaria ficar em casa para cuidar dos filhos e sustentou que não há histórico criminal ou indícios de que sua liberdade represente risco à ordem pública. Ela passou, então, a responder em liberdade.
 
A denúncia


Conforme a denúncia, no dia 14 de abril de 2018, por volta das 19h35, na avenida Miguel Sutil, em frente a agência do Banco Itaú do bairro Cidade Verde, a médica, “conduzindo veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool, em velocidade incompatível com o limite permitido para a via, assim como assumindo o risco de produzir o resultado, matou a vítima Francisco Lucio Maia”.

Consta, ainda, que a denunciada, após a prática dos fatos, conduziu veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. No mês passado o juiz Flávio Miráglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia do MP contra a médica.

17 comentários

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  • Sincero
    11 Out 2018 às 08:07

    o Marcos lacrou em sua fala. Nas épocas atuais o vazio nas pessoas esta tão grande que acabam buscando o alívio em redes sociais. Procure as pessoas próximas a você Dra. e conte com elas... e principalmente se apegue a Deus, esse sim trará alívio a suas angústias e aflições, digo isso porque já passei por algo parecido, sacudi a poeira, levantei a cabeça e segui em frente. Na boa, mídia social não é dos melhores lugares pra tentar um reinício.

  • Cidadã
    11 Out 2018 às 07:43

    A questão é a seguinte, todos se coloquem no lugar da família do verdureiro e todos se coloquem no lugar dessa senhora. Conseguiram? Pois bem, para nós que não fazemos parte da família da vitima e nem da médica é fácil vir aqui e falar o que quiser. Ela não só estava errada ao dirigir sobre efeito de álcool como empreendeu alta velocidade em área urbana com limite de velocidade pré determinado. Infelizmente aconteceu essa tragédia que podia ser evitada e não foi. Mas nossos julgamentos e opiniões contra ou a favor não vai influenciar em nada sobre o fato. Se pudéssemos voltar no tempo acredito que muita gente aqui tem do que se arrepender e não fazer de novo. Eu dirijo na Miguel Sutil e dentro de Cuiabá e Várzea Grande no máximo a 50k/h e sempre atrás uns(umas) engraçadinhos(as) que me acham barbeira. Não tô nem ai. Se podemos evitar façamos. Não vou julgar essa senhora porque não tem coisa pior que a própria consciência.

  • Marcos
    10 Out 2018 às 14:19

    Realmente não entendo essa relação entre as pessoas e redes sociais. " Estou sofrendo...vou atrás de apoio no face... Alguém morreu....vou prestar os pêsames no perfil do falecido".... Algumas vezes, o silêncio ajuda no processo de cura.

  • Mari
    10 Out 2018 às 14:19

    Ninguém é perfeito, mas ver a impunidade de uma pessoa que cometeu um crime, revolta as pessoas, por isso tantos ataques á moça. Todos querem acreditar que temos um sistema justo, até para acreditar que não há necessidade de fazer "justiça" com as próprias mãos. Se nada é feito, o medo de todos é ser o próximo "verdureiro", apenas por que ao que parece, a vida de um pedestre pobre não tem valor ou que apenas a vida e rotina dos mais ricos importam. Reparação de erros e admissão , cessaria sua culpa e traria paz á familia do morto e ao seu coração, doutora. Mais do que status e ego, o melhor é ter paz e perdão.

  • Moça da barão
    10 Out 2018 às 11:50

    Felizmente o mundo é regido por leis, no qual temos conhecimento de uma " causa e efeito ". Ñ estará imune a isso.. começa a fazer sua reforma íntima, irá aliviar bastante...

  • Maria
    10 Out 2018 às 11:38

    Francamente "minha senhora", comparar dor de queda de cabelo com a dor da família do verdureiro é ridícula.

  • Ilse
    10 Out 2018 às 11:33

    Agora é se redimir e não mais repetir o ato que provocou todo esse sofrimento, não só para senhora mas para todas as pessoas envolvidas nessa triste tragédia. Acredito que o seu sofrimento maior talvez venha de sua consciência perturbada e cobrada por tantos julgamentos rigorosos, quiçá o seu próprio. Mas para isso existe remédio que é encarar a difícil realidade advinda da consequência da sua atitude, e se tiver dificuldade nesse busque tratamentos específicos que a ajudarão a superar esse trauma. Não acredito que a senhora seja essa pessoa fria e má que cometeu esse ato por querer. Esqueça as redes sociais por um tempo e pense na vida que tem que seguir. Boa sorte.

  • Justiça, justiça, justiça
    10 Out 2018 às 11:24

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Marcos Antônio Pereira
    10 Out 2018 às 10:50

    Até acredito nisso! Agora imaginem o sofrimento diário da família da vítima?

  • Juliana sul
    10 Out 2018 às 10:45

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