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Sexta-feira, 22 de março de 2019

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Agro aceita aumentar contribuição, mas exige ser ouvido na reestruturação do Estado; Fethab vai a votação

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

21 Jan 2019 - 19:55

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Agro aceita aumentar contribuição, mas exige ser ouvido na reestruturação do Estado; Fethab vai a votação
Em uma longa reunião na tarde desta segunda-feira (21) representantes do Governo do Estado, do setor produtivo rural e da Assembleia Legislativa quase chegaram a um consenso acerca da contribuição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab), e a segunda votação do projeto de lei proposto pelo Governador Mauro Mendes (DEM) deve ocorrer em plenário já nesta terça-feira (22). Uma das cobranças do setor produtivo é que ele participe da escolha de onde os recursos arrecadados serão aplicados.  

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A informação de um acordo quase selado foi confirmada pelo deputado estadual e líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal’boso, que representou tanto o Poder Legislativo, quanto o Executivo na reunião.

“Estamos chegando praticamente no final e acho que mais de 90% da lei já está produzida de acordo com o que pode ser viabilizado pelos setores. Até amanhã temos que estar com a redação praticamente definida do novo Fethab para o Estado de Mato Grosso. Até amanhã vamos bater o martelo, faremos a nova redação desta lei que ficará adequada para o Estado, que vai arrecadar, para a Assembleia que vai votar, mas também para o setor”, disse o parlamentar após a reunião.

Questionado se as divergências ainda não resolvidas podem adiar a segunda votação, marcada inicialmente para amanhã, o deputado afastou a hipótese e garantiu que a matéria estará apta para ser votada no plenário nas próximas horas.

“Vamos apresentar amanhã na Comissão de Constituição e Justiça, que lá está o projeto para que se assim for de entendimento dos parlamentares, um substitutivo integral, adequando com a redação já definida entre o entendimento do Governo, da Assembleia Legislativa e do setor... De maneira alguma será adiada. Vamos apresentar as mudanças necessárias de acordo com o combinado aqui nesta reunião”, explicou o parlamentar, que levou o relatório da reunião para o Palácio Paiaguas.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral também confirmou que tanto o setor produtivo, quanto a Assembleia Legislativa e o Governo estão se entendendo e que a classe pretende ajudar ativamente para que o Estado saia o mais rápido possível da crise que se encontra.

“Estamos caminhando para um consenso. Nós colocamos para o governo e para a Assembleia o que é possível suportar pelo agro e a gente vem dizendo que nós somos bastante taxados, mas entendemos a necessidade do estado e podemos até contribuir, mas nós queremos participar também da concepção da reconstrução do estado”, disse o comandante da Famato.

“Entendemos a necessidade do Estado agora de dinheiro imediato para pagar as contas atrasadas, 13º de funcionário. Vemos determinadas viaturas de polícia sendo recolhidos e isso causa insegurança em nós e em toda a população e nós somos sensíveis a isso. Volto a dizer, nós não estamos aqui só reclamando se vamos ser mais taxados ou não. Nós queremos e achamos que esse é o momento de como o setor produtivo participar da concepção da reestruturação desse estado”, analisou.

O projeto de lei já foi aprovada em primeira votação na semana passada. A proposta dispõe sobre a unificação do Fethab I e Fethab II, o aumento da alíquota de contribuição e a retirada do prazo de extinção da arrecadação. Até o momento, o PL já recebeu oito emendas parlamentares.

14 comentários

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  • Servidor indignado
    22 Jan 2019 às 11:23

    Acho que só tem milionário fazendo comentários aqui. Do contrário, são pessoas que também dependem do salário de servidor público para pagar as próprias contas - trabalhadores da iniciativa privada, empresários e autônomos. Infelizmente, o povo gosta de cuspir no prato em que se come. Dessa forma, gostaria de aproveitar pra conclamar os servidores públicos a não comprarem NADA no comércio. Já que ninguém se compadece da nossa situação, então não precisam do nosso dinheiro. Querem que nossos salários sejam corroídos, então não se importam se perdermos o nosso poder de compra. Querem que percamos nossa estabilidade, pois não se importam se formos perseguidos tão somente por garantir a lisura cumprindo a lei. Querem que sejamos demitidos, pois nos culpam pelos maus gestores que fizeram mau uso do dinheiro público. Tratam-nos como se não fôssemos cidadãos pagadores de impostos. Servidores, NÃO comprem! Vão repassar seus custos para nós. Que os autônomos e o comércio "sangrem" conosco, pois - já que acham que nossa força de trabalho não tem valor, não merecem nosso dinheiro. Eu só estou adquirindo combustível e comida. BOICOTE JÁ!

  • sediclaur
    22 Jan 2019 às 11:14

    O agro deve ser taxado igual aos outros segmentos e pronto. Sem essa deles quererem impor condições para serem taxados. E a taxação que se fala não é o FETHAB não. FETHAB é migalha se comparado ao ICMS que todos pagam menos o agro. Outra coisa: Conversa de salários de funcionários públicos é querer desviar o foco do verdadeiro problema. Se os políticos pararem de roubar o dinheiro público vai sobrar dinheiro pras necessidades do estado. Eis o verdadeiro problema.

  • MIza
    22 Jan 2019 às 10:45

    Pq o agro nao paga icms? O que eles tem de especial? Emprega? Pouquíssimo! Gira a economia? Pequenos e medias empresas tbm giram e pagam seus impostos! Chega de servidores áulicos e pequenos e médios empresários pagarem a conta desses barões que são milionários explorando nosso estado e o brasil! Não tem que aprovar fethab nenhum, esses fundos são piadas e os caras que vao dizer onde o estado tem q gastar, piada! Tem que tributar icms como todo brasileiro! Taxacao do agro ja!

  • Chico Bento
    22 Jan 2019 às 09:26

    Se o estado diminuir o vencimento milionário de muitos servidores e demitir uma quantia boa de servidores que nada produzem, nem precisaria taxar mais o agro!

  • Paulo Roberto Sabão.
    22 Jan 2019 às 08:51

    O que não pode ,e não deve,é o governo continuar com a sangria,ao cofre público. Ou seja aumentado os salarios dos servidores,eu disse de todos os servidores!! Inclusive,dos "INDEPENDENTES"!!, que já estão recebendo salarios,"EXUBERANTES"!!. è só por em pratica o PDV, e congelar os restantes dos salarios, por um determinado tempo. Não é necessario demissões,ou extinções.

  • kkk
    22 Jan 2019 às 08:34

    "...exige ser ouvido...", é por isso que tanta gente vai morar nos EUA :) KKKK

  • Denise
    22 Jan 2019 às 08:14

    Voces nao exigem NADA...como pode o Estado comer na mão desse povo..Avisem o Agro que é IMPOSTO, não é opção, tem que pagar..

  • J Andrade
    22 Jan 2019 às 08:10

    “Estamos chegando praticamente no final e acho que mais de 90% da lei já está produzida de acordo com o que pode ser viabilizado pelos setores. Até amanhã temos que estar com a redação praticamente definida do novo Fethab para o Estado de Mato Grosso. Até amanhã vamos bater o martelo, faremos a nova redação desta lei que ficará adequada para o Estado, que vai arrecadar, para a Assembleia que vai votar, mas também para o setor”, Reunião com os barões tem e é exigido por eles como deve ser a lei. Esse Dilmar vai estar fora daqui a 4 anos.

  • Claudio
    22 Jan 2019 às 07:55

    Com certeza que para concordarem vão pagar uma merreca perto do que a lei original previa. Só para inglês ver, a conta ficou para o servidor publico pagar.

  • Areal
    22 Jan 2019 às 06:34

    Nós servidores público também exigimos muitas coisas e se.quisermos.algo temos.que.nos mobilizarmos tomar spray de pimenta na cara e por aí vai ..os barões acham que faliu água parou? Estão tão errados sem argumentos que aumentar suas contribuições será a coisa mais fácil a fazer ..a verdade é uma só..vocês enriqueceram a custa desse estado não pagando quase nada de impostos .

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