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Quarta-feira, 01 de maio de 2024

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Paulo Octávio diz que não renuncia ao governo do Distrito Federal

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), anunciou nesta quinta-feira (18) que não renuncia ao cargo. A decisão foi divulgada pelo governador interino em uma coletiva no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Ele disse que já tem a carta de renúncia pronta, mas resolveu esperar mais alguns dias.


Estou convicto da importância da governabilidade, mas tenho limitações que me são impostas pela falta de apoio de importantes setores da comunidade de Brasília "
“Depois de muito conversar com meus assessores tive essa peça (carta renúncia) pronta. Contudo, durante essa tarde ouvi apelos de muitos partidos políticos, de secretários, da imensa maioria da população brasiliense”, disse o governador interino.

Apesar disso, Paulo Octávio reclamou da falta de apoio político. “Estou convicto da importância da governabilidade, mas tenho limitações que me são impostas pela falta de apoio de importantes setores da comunidade de Brasília”, disse, em seu pronunciamento.

Ele disse que se mantém no cargo em nome da governabilidade e que vai luitar cohtra a intervenção federal no Distrito Federal. “Já renunciei ao direito de me candidatar ao governo do Distrito Federal, mas não posso ainda renunciar da obrigação de servir Brasília”, disse. “Fico até que haja uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Na semana que vem, o STF tomará decisões de grandes conseqüências para Brasília.”

Paulo Octávio teve um breve encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela manhã. Ele disse que durante o encontro, Lula expressou preocupação com a possibilidade de intervenção federal, pedida pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

Após a reunião com o presidente, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que Lula não havia oferecido apoio político ao governador interino, que já teria dito no encontro que estudava a possibilidade de renunciar. A assessoria de imprensa do governo do DF chegou a negar, no final da manhã desta quinta, após muitos boatos de renúncia, que Paulo Octávio deixaria o cargo.

Durante seu pronunciamento, o governador interino repetiu o que já havia dito mais cedo, sobre sua atuação na crise política que envolve o governo do Distrito Federal. “Só me cabe um papel nessa crise. Quero ser um facilitador”, afirmou.

Isolado por aliados e sem condições políticas de manter a governabilidade, o governador interino é pressionado por seu partido, o DEM, que o ameaça de expulsão, assim como qualquer filiado da legenda que permanecer no governo do DF.

Paulo Octávio assumiu o comando do DF uma semana atrás, quando o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) foi afastado e preso, suspeito de tentar atrapalhar as investigações do inquérito da Operação Caixa de Pandora, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Impeachment

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa do Distrito Federal aceitou nesta quinta, por unanimidade, os quatro pedidos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). O relator Batista das Cooperativas (PRP) já havia dado parecer favorável.

Os pedidos seguem, agora, para avaliação de uma comissão especial, criada especialmente para análise do impeachment contra o governador afastado. Após a análise pela comissão, o processo vai à votação no plenário, que toma a decisão final sobre a admissibilidade dos pedidos. São cinco os membros da comissão: Cristiano Araújo (PTB), presidente interino; Paulo Roriz (DEM), ex-secretário de Arruda; Chico Leite (PT), Batista das Cooperativas (PRP) e Bispo Renato (PR).

Prisão de Arruda

Por maioria, os ministros do STJ acolheram no dia 11 de fevereiro o voto do presidente do inquérito, ministro Fernando Gonçalves, que pediu a prisão e o afastamento de Arruda por supostamente ter tentado subornar uma testemunha do mensalão do DEM de Brasília, o jornalista Edmilson Edson Sombra.

A tentativa de suborno foi flagrada pela Polícia Federal no dia 4 de fevereiro. Além de Arruda, que está preso na sede da PF, em Brasília, outros quatro envolvidos, o sobrinho dele Rodrigo Arantes, o ex-secretário de Comunicação do DF Welligton Moraes, o ex-diretor da Companhia Brasileira de Energia (CEB) Haroaldo Brasil e o ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM), também foram presos e estão no presídio da Papuda.

Um suposto emissário de Arruda, o conselheiro do metrô do DF Antonio Bento da Silva – que também está no presídio da Papuda – foi flagrado quando entregava uma sacola com R$ 200 mil a Sombra. Um bilhete escrito por Arruda e entregue a Naves seria a prova que ligaria o governador à proposta de suborno.

A Operação Caixa de Pandora foi deflagrada pela PF no dia 27 de novembro 2009 e investiga o esquema de corrupção supostamente articulado pelo governador Arruda (sem partido, ex-DEM), que teria beneficiado ainda o governador interino do DF, Paulo Octávio (DEM), deputados distritais, empresários e integrantes do governo distrital.
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