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Sexta-feira, 23 de abril de 2021

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ANTIQUÁRIO

Objetos inanimados organizados em um caos encantador configuram o Empório das Artes; fotos

Da Redação - Bruna Gomes

11 Jul 2013 - 08:30

Foto: Bruna Gomes - Olhar Conceito

José Marcos em meio a sua

José Marcos em meio a sua

As cadeiras estão penduradas no teto e os objetos dispostos com uma desorganização encantadora. É tanta coisa pros olhos absorverem, que não raro, as pessoas não sabem por onde começar. Um computador antigo, uma Polaroid, lustres, guitarras, pianos, latas, relógios imensos, mesas, guarda-roupas... É tanta coisa que nem nessa matéria caberia. Toda essa bagunça é o que forma o Empório das Artes, o “ateliê-casa” de José Marcos.

Exposição traz fotos que retratam cotidiano cuiabano ao longo de décadas

O espaço existe há seis anos e hoje atende a alta classe cuiabana, segundo José “aquele povo que tem casa lá na chapada, sabe?”. A origem das peças é variada, algumas ele ganha de amigos “que vão se mudar e não querem coisa velha em casa”, outras encontra no lixo, compra em outros estados, fabrica em seu ateliê e com outras, atua apenas como intermediário entre o vendedor e o comprador.

José conta inclusive a história curiosa de uma de suas clientes mais fiéis. O artista vendeu umas banheiras para que ela decorasse sua casa em Chapada, mas quando as visitas questionaram onde ela tinha adquirido as peças, a moça respondeu “em São Paulo”. “Você pode com uma coisa dessa? Mas estou com umas banheiras aí, pra vender mais pra ela”.

Em uma mesa é possível enxergar um “monte de entulho”, umas peças em bronze amontoadas, que parecem ter sido retiradas do lixo. E realmente foram, só que um pouco mais adiante vemos um lustre, criado a partir desse “amontoado de lixo”, assim como primeiro.



E não só objetos inanimados compõem o ambiente, toda hora surge um cachorro ou um gato, seja debaixo na mesa, na janela, em cima das cadeiras ou passeando entre os pés dos clientes. O galpão que José Marcos aluga serve como ateliê, loja, moradia e ainda como um abrigo para animais. “É que me dá uma dó de deixar nas ruas, aí eu trago eles pra casa e eles vão ficando aí”. “Eles”, a quem o artista se refere são dois cachorros e seis gatos, que dividem o teto com José e seu filho.

Serviço

O Empório das Artes se localiza na Rua São Sebastião. Para mais informações ligue: 9913-2024, 9291-5526 e 3023-5399.

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