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Fab lab

Laboratório da UFMT faz impressão 3D de máscaras para profissionais na ‘linha de frente’ contra o coronavírus

Da Redação - Isabela Mercuri

26 Mar 2020 - 09:15

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

'Face Shield'

'Face Shield'

Há quatro dias, o laboratório de Arquitetura e Urbanismo (lab.au/fablab) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) passou a produzir máscaras para ajudar os profissionais da saúde no combate ao coronavírus. As ‘Face Shields’, como são chamadas, são recolhidas pelo conselho regional de Medicina e distribuídas de acordo com a demanda pelo próprio CRM em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde. O próximo passo, agora, é começar a imprimir respiradores.

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O laboratório é um projeto de extensão permanente que foi fundado em 27 de maio de 2013 e continua operando. Os alunos já produziram diversos produtos, como cases controles de ar condicionado, turbidímetro, ossos, equipamentos para tatuagens, troféus, dentre outros.
 
O protótipo da máscara foi criado e disponibilizado gratuitamente pela empresa americana criadora de impressoras 3D, a ‘Prusa’, e utilizado por laboratórios em todo o Brasil. No Lab.Au, são cerca de 50 colaboradores entre produção e gestão, sendo muitos voluntários.
 
Segundo o professor Maurício Oliveira, 37, arquiteto formado há 16 anos, especialista em artes visuais e mestre em Arquitetura e Tecnologia pela UNICAMP e coordenador do projeto, os recursos para fazer as máscaras vêm de diferentes fontes.
 
“Prof. Marcelo Marchiori do projeto Fisicarte (recurso da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia), da UFMT, do CRM, da associação dos produtores agrícolas do norte de Mato Grosso, de doação do deputado Calil Faissal e de recursos próprios dos voluntários”, afirma.
 
São produzidos dois tipos de máscara: uma que é impressa em 3D, e outra que é somente cortada a laser. O valor de cada uma varia entre R$6 e R$15. Agora, o próximo passo é conseguir fazer os respiradores, tão necessários para pacientes em estado grave em decorrência do novo coronavírus.


 
“Nós temos desenvolvido junto com a Rede Fab Lab Brasil alguns modelos de respiradores. Mas nesse instante tivemos de abandonar o projeto para dedicar integralmente à fabricação dos "face shields"”, explica o professor.
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