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Segunda-feira, 16 de maio de 2022

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2008, um ano de perdas significativas para as Bolsas mundiais

Ao encerrar 2008 nesta quarta-feira, as praças financeiras dos cinco continentes registram perdas que, em alguns países, chegaram à quase 50%, num cenário de crise econômica mundial e a recessão quase generalizada.

Apesar de uma leve alta nos últimos dias, a tendência geral para 2008 na Ásia é de lentidão, com uma queda anual de cerca de dois terços (-65,5%) para a Bolsa de Xangai, ou seja, a mais forte baixa de seus 18 anos de história.

Por sua vez, o Hang Seng perdeu quase a metade do valor (-48,3%) em um ano em Hong Kong - a queda mais significativa em 34 anos. Quanto ao Nikkei a perda chegou a 42,12% na Bolsa de Tóquio, fechada desde terça-feira, após ter perdido cerca de 6.500 pontos em 2008.

Já o índice Kospi da praça de Seul perdeu 40,73% do valor durante o ano, a Bolsa de Cingapura ficou sem 49,17%, Taipé, menos 46% e Sydney terminou 2008 com uma queda anual de 41,3%.

Todo o continente asiático viveu um verdadeiro tsunami em suas bolsas em 2008, com uma degringolada anual de 52,45% em Mumbai, de 50,64% em Jacarta, de 47,66% em Bangcoc, de 48,29% em Manila, de 39,3% em Kuala Lumpur e de 32,8% em Wellington.

"Foi um ano com perdas muito além das que temíamos", desabafou Kazuhiro Takahashi, analista da Daiwa Securities SMBC.

As Bolsas européias também encerraram nesta quarta-feira um ano negro, com as principais praças registrando quedas de entre 30% a mais de 50%.

Frankfurt, que havia fechado 2008 na terça-feira, perdeu 40,4%, enquanto que Londres e Paris, abertas para uma sessão reduzida nesta quarta-feira, caíram, respectivamente, 31,3% e 42,7%.

A situação tampouco foi animadora em Zurique (-34,8%), Milão (-49,5%), Madri (-39,4%), Amsterdã (-52,3%) e Estocolmo (-38,8%).

O índice europeu Eurostoxx 50, que reúne 50 dos principais valores europeus, recuou 44,3%.

Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York, que deve encerrar os trabalhos às 19H00 de Brasília, teve uma queda de 34,6% entre os dias 31 de dezembro de 2007 e 30 de dezembro de 2008.

"Ainda não tocamos o fundo do poço. O pior virá quando os investidores começarem a vender suas ações numa atitude de pânico no próximo ano", disse à AFP Peter Lai, diretor de vendas da DBS Vickers de Hong Kong.

As principais praças mundiais foram golpeadas pela crise desatada pelo colapso do setor "subprime", os créditos hipotecários de risco nos Estados Unidos. Tal situação levou o governo americano a resgatar os gigantes hipotecários Freddie Mac e Fannie Mae em setembro.

Mas os títulos registraram queda livre pouco depois da falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers, um ícone de Wall Street, sepultado por uma montanha de dívidas. Logo em seguida, o gigantesco grupo de seguros American International Group (AIG) teve que ser salvo da quebra pelo próprio governo americano.

Um pacote de resgate de 700 bilhões de dólares para a indústria financeira não conseguiu deter a avalanche e os Estados Unidos e muitos outros países industrializados entraram em recessão.

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