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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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Exportações para China contribuíram para resultado da balança comercial de março

ABr

01 Abr 2009 - 17:52

Depois de cinco meses, o Brasil voltou a ter superávit comercial com a China. Em março, o país exportou US$ 508 bilhões a mais do que importou do mercado chinês.

Segundo o secretário do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, o resultado com a China representou uma contribuição significativa para o saldo positivo de US$ 1,73 bilhão da balança comercial no mês passado.

Desde setembro, o Brasil não registrava superávit comercial com a China. Com o saldo comercial positivo em relação ao país asiático, a participação do mercado chinês no total das exportações brasileiras dobrou de 5,4%, em março do ano passado, para 11% no último mês.

De acordo com Barral, as vendas de alimentos e de minérios foram as responsáveis pelo crescimento nas exportações brasileiras para a China. Ele classificou o superávit comercial de atípico. “A obtenção de superávits comerciais com a China não é normal porque, normalmente, o Brasil mais compra deles do que vende para lá”, disse.

O desempenho das vendas brasileiras para a China, em plena crise econômica, não se repete com outros países. Na comparação com março do ano passado, o Brasil exportou 44% a menos para a Argentina, 38% a menos para os Estados Unidos e 22% a menos para a União Européia.

O superávit comercial com a China, no entanto, não foi resultado apenas do aumento nas exportações. No mês passado, o Brasil importou 13% menos do país asiático do que em março do ano passado.

A última vez em que o Brasil havia obtido saldo comercial positivo com a China foi em setembro do ano passado. Na ocasião, o superávit atingiu US$ 69 milhões. Nos meses seguintes, ocorreram déficits de US$ 260 milhões (em outubro), US$ 1,2 bilhão (em novembro), US$ 620 milhões (em dezembro), US$ 610 milhões (em janeiro) e US$ 117 milhões (em fevereiro).
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