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Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

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Bombardier anuncia lucro 42% maior e demite 3 mil

A fabricante de aviões canadense Bombardier anunciou hoje um aumento de 41,7% no lucro líquido do quarto trimestre de seu ano fiscal, encerrado em 31 de janeiro deste ano, para US$ 309 milhões, apesar da retração da economia mundial.

AE

02 Abr 2009 - 09:39

A fabricante de aviões canadense Bombardier anunciou hoje um aumento de 41,7% no lucro líquido do quarto trimestre de seu ano fiscal, encerrado em 31 de janeiro deste ano, para US$ 309 milhões, apesar da retração da economia mundial. A receita do último trimestre fiscal aumentou para US$ 5,43 bilhões, de US$ 5,27 bilhões no quarto trimestre do ano fiscal anterior.

Apesar do bom resultado no período, a companhia reduziu novamente suas projeções para a produção de aeronaves executivas e anunciou 3 mil demissões na divisão aeroespacial, ou 10% dos funcionários da unidade. Em fevereiro de 2009, a empresa já havia anunciado a demissão de 1.360 pessoas por conta de ajustes na produção das aeronaves Learjet e Challenger. A Bombardier disse ainda que irá demitir 10% dos funcionários da Bombardier Aerospace no Canadá, Estados Unidos, México e Irlanda até o fim deste ano. Os custos das demissões anunciadas hoje e em fevereiro devem chegar a US$ 30 milhões no total.

A Bombardier entregou 93 aeronaves no quarto trimestre fiscal, ante 115 no mesmo período anterior. Destas, 54 foram jatos executivos, ante 76 no ano anterior, e 37 aeronaves comerciais, ante 38. A redução na demanda por jatos e aeronaves e a falta de crédito resultaram em alguns cancelamentos e adiamentos. A Bombardier informou ter recebido apenas seis encomendas líquidas (encomendas menos cancelamentos) no quarto trimestre fiscal, ante 213 no mesmo período anterior. Em todo o ano fiscal de 2009, encerrado em janeiro, entregas totalizaram 349 aviões, dos quais 235 jatos executivas e 110 aeronaves comerciais.

Para o ano fiscal de 2010, a companhia aumentou sua previsão da queda na produção de jatos executivos de 10% para 25% no período, mas ainda espera que as entregas de aviões comerciais aumente 10%. As informações são da Dow Jones.