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Tratamento de infecções em gestantes é discutido por obstetras em Cuiabá

Da Redação - Fabiana Mendes

21 Mar 2018 - 17:37

Foto: Da assessoria

Tratamento de infecções em gestantes é discutido por obstetras em Cuiabá
O Hospital Infantil e Maternidade Femina promoveu reunião científica de Ginecologia e Obstetrícia com tema “Protocolo de antibióticoterapia e profilaxia na gestação”. O objetivo é atualizar a equipe médica sobre como identificar e evitar complicações, que vão desde morte materna, fetal ou neonatal até problemas de desenvolvimento do recém-nascido devido a infecções.

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Conforme a assessoria de imprensa, cerca de 10% das mortes maternas no mundo são atribuídas a sepse (infecção generalizada), que é considerada a terceira causa direta de mortalidade nesta população, superada apenas pelas complicações hemorrágicas e pela hipertensão. 
 
A infectologia Kadja Samara Sousa Leite abordou com os colegas obstetras quais são os tratamentos durante a gestação para infecções mais comuns na gestação. “Temos que lembrar que a partir de maio, aumenta a o risco de infecções respiratórias virais como Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória aguda grave e que a gestante faz parte do grupo de risco”.
 
Segundo a médica, qualquer infecção é um fator de risco para o binômio materno-fetal, porém, é preciso analisar a melhor forma de combater essa infecção. “Há risco de ruptura prematura de membrana, que pode induzir a parto prematuro, e até mesmo uso de antibiótico de amplo espectro podem levar a uma certa toxidade tanto para mãe quanto para o feto, inclusive o óbito materno e fetal que são os desfechos mais desfavoráveis”, alerta.   
 
A diretora técnica da Femina, Fernannda Pigatto, afirma que as sessões clínicas são mensais e tem o objetivo principal de atualização da equipe médica em assuntos de extrema importância no atendimento aos clientes, fazendo com que os pacientes da unidade tenham o melhor tratamento possível. 
 
“O tema abordado tenta prevenir as complicações ocasionadas pelo uso de medicamentos tanto para mãe, que passa por modificações fisiológicas e algumas mediações podem ser toxicas para ela, quanto para o bebê, que pode sofrer má formação. Porém, com os devidos cuidados prevenimos tais complicações e garantimos a segurança e qualidade na assistência”, analisa Pigatto.
 

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