Olhar Direto

Domingo, 15 de dezembro de 2019

Notícias / Política MT

Após nova proposta do governo, Sintep decide sobre fim de greve na sexta-feira

Da Redação - Wesley Santiago

09 Jul 2019 - 08:41

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Após nova proposta do governo, Sintep decide sobre fim de greve na sexta-feira
Após o Governo do Estado apresentar nova proposta, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) decidrá na próxima sexta-feira (12) se continua ou finaliza a paralisação que está em vigor desde 27 de maio deste ano. Entre os pontos prometidos pela equipe de Mauro Mendes (DEM) está a suspensão do corte de salários dos profissionais e também a promessa de pagamento de reajuste assim que as condições financeiras permitirem. Caso a maioria aprove, as aulas devem retornar na segunda-feira (15).

Leia mais:
Governo promete pagar reajuste com melhora financeira e restituição de salário cortado dos servidores da educação
 
Em nota, o Sintep afirma que as tentativas de conciliações foram finalizadas na última segunda-feira (08). A ata documentada na reunião será objeto da Assembleia Geral, a ser realizada na sexta-feira (12).
 
Segundo o presidente do Sintep, Valdeir Pereira, só a decisão coletiva poderá colocar fim à greve. Ele ainda pontua que não houve por parte do governo nada de imediato em relação a deliberações de percentuais ou datas para o cumprimento da lei 510/2013.
 
“O que foi apresentado é a suspensão do corte de salários, mediante fim da greve, e reuniões para avaliação de receita”, diz Valdeir Pereira.
 
Proposta
 
Os membros do Governo do Estado saíram esperançosos da audiência de conciliação com o Sindicato dos Profissionais do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), ocorrida na última segunda-feira (08), no Núcleo de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O Executivo se propôs a pagar o reajuste aos profissionais assim que estiver abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e propôs a restituição do salário cortado durante a greve. Com isto, a esperança é que a paralisação chegue ao fim na sexta-feira (12).
 
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, explicou que entre as propostas acordadas está a suspensão do corte de ponto de forma imediata. A proposta havia sido apresentada em reunião no último dia 27 de junho, porém, não havia sido acatada pelos profissionais da Educação.
 
“Foi uma ótima reunião e conseguimos chegar a um entendimento com a categoria. Uma das propostas foi a suspensão do corte de ponto e pagamento de 50% no dia 26 de junho e os outros 50%, no dia 27 de agosto, do que já havia sido descontado. Caso os professores retornem ao trabalho, a folha salarial de julho será paga normalmente no mês de agosto”, pontuou Carvalho.
 
Ainda de acordo com o chefe da Casa Civil, serão realizadas reuniões quadrimestrais com o sindicato para análise da situação fiscal e financeira do Estado. A melhora nas finanças garante o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e, consequentemente, a manutenção da Lei 510/2013, a Lei da Dobra, que reajusta os salários dos profissionais em 7,69% este ano.
 
“O Estado em nenhum momento revogou a Lei 510, mas só poderemos pagar esses direitos quando cumprirmos a LRF, que no momento está estourada em 9% em Mato Grosso, pois o percentual atualmente é de 58%, quando o limite imposto é de 49%. Para tanto, teremos pautas de trabalho e reuniões conjuntas para a construção das melhores soluções para o Estado”, afirmou.
 
Outros avanços para a categoria já haviam sido anunciados pelo Governo, como investimentos de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.
 
Outra reivindicação atendida pelo Governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso.
 
Neste mês de julho, serão chamados 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

15 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Iza
    12 Jul 2019 às 07:02

    DEUS É MAIS!QUE TUDO RESOLVA EM PAZ!

  • cidão
    10 Jul 2019 às 16:32

    Se já chegaram no acordo pra que se reunir ainda na sexta feira. Só pra ganhar mais uns dias sem fazer nada. O que queriam mais uma vez está provado é receber sem trabalhar. Enquanto o PT estiver liderando o movimento a categoria só irá para trás.

  • Albérico Silva
    09 Jul 2019 às 21:06

    Nadaram tanto e morreram na praia, acabar com a greve apenas pelos salários cortados.

  • Izabel SILVA RICCI
    09 Jul 2019 às 19:52

    Jornalzinho mentiroso! Podre!

  • O ATALAIA
    09 Jul 2019 às 15:11

    Não é mentira afirmar que os sindicatos dos professores é o mais esquerdistas de todos. Ficou claro que o modo petista de fazer greve deve ser repensado para evitar novos fracassos....

  • Rafaello Sandri
    09 Jul 2019 às 14:17

    MUITO BEM SINDICATO....MOSTROU A LEGALIDADE DO CORTE NO PONTO AOS FUTUROS GOVERNOS...GREVE IMPENSADA, SÓ PREJUDICOU A CATEGORIA, DEVERIA TER DIALOGADO COM OUTROS SINDICATOS ANTES DE DELIBERAR Á GREVE.... NÃO HOUVE AVANÇOS APENAS RETROCESSO. MENOS BANDEIRAS PARTIDÁRIAS E MAIS INTELIGÊNCIA NAS DELIBERAÇÕES. NÃO CONSEGUIMOS NADA COM ESTA GREVE....TIVEMOS PON5O CORTADO, TEREMOS QUE REPOR AULA E RECEBER PARCELADO ...FOI PRA ISTO QUE PASSEI APERTO COM MINHA FAMÍLIA???? ALGUÉM ESTA GANHANDO COM ESTE "ACORDO" E NAO SOMOS NÓS PROFESSORES.

  • gilberto
    09 Jul 2019 às 14:15

    Uma coisa é certa se esse Sindicato arregar(amarelar) agora, assim, sem ganhar nada, nunca mais terá apoio da categoria para nenhum movimento terá perdido definitivamente o respeito e o respaldo esta morto e enterrado!

  • Pedro Mota
    09 Jul 2019 às 14:09

    Governador, agora a Casa Civil vai ficar subordinada ao SINTEP, Em lugar nenhum do mundo, acredito que uma classe de trabalhadores tem o direito de fiscalizar a recadação do Estado. Vamos ver se no futuro encontraremos um Governo capaz de encarar essa massa, porque este que aí está cedeu. Mascarou-se.

  • Flávio
    09 Jul 2019 às 13:23

    "Faz de conta que ensino e vc faz de conta que aprende" essa é a educação pública.

  • Sandro
    09 Jul 2019 às 12:06

    Essa proposta não passa de enrolação... a greve, a meu ver, tem que continuar... promessa de reunião não paga conta!

Sitevip Internet