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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Em Belém, governador cobra ministro da Defesa por ajuda do Exército no combate às queimadas

Da Redação - Isabela Mercuri

02 Set 2019 - 14:20

Foto: Marco Santos/Agência Pará

Em Belém, governador cobra ministro da Defesa por ajuda do Exército no combate às queimadas
Mesmo após o acordo que garantiu ajuda do Exército ao Estado de Mato Grosso no combate às queimadas, ela ainda não apareceu, e foi cobrada na manhã desta segunda-feira (2) pelo governador Mauro Mendes (DEM), no encontro dos Governadores da Amazônia Legal Oriental, em Belém, capital do Pará.

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“Nós já encaminhamos a ratificação ao pedido e até agora não recebemos a ajuda que foi acordada durante a reunião em Brasília, na semana passada. E ratifico aqui novamente o pedido para que o Exército entre em Mato Grosso nos ajudando no combate às queimadas”, disse Mauro.

O ministro da Defesa, general de Exército Fernando Azevedo e Silva, respondeu que já havia dado autorização ao Comando Militar do Norte, localizado na região de Belém, para fornecer o apoio.

Na reunião, Mato Grosso ainda apresentou as ações que estão em andamento para combater às queimadas e incentivar a conscientização da população e a recuperação da imagem do Estado, tanto dentro Brasil, como no exterior.

“Nesse curto período realizamos operações em parcerias com vários órgãos, como o Ibama, que já deram resultados positivos, como a aplicação de mais de R$ 100 milhões em multas, prisão de oito pessoas e apreensão de dezenas de equipamentos”, destacou o governador, lembrando que esses números são resultado das operações das duas últimas semanas.

Outro dado apresentado foi o decreto que foi publicado no Estado e que suspendeu, temporariamente, as autorizações de desmatamento, mesmo que legal, até o dia 30 de novembro, como também a prorrogação do período proibitivo de queimadas.

Mauro Mendes ressaltou que está fazendo o possível para que a ilegalidade seja combatida no Estado, e para que não haja impunidade para aqueles que praticaram o crime ambiental. “Vamos utilizar o Sistema Planet, financiado com dinheiro de organismos internacionais, para acabar com a impunidade. Por esse sistema temos como prevenir que o desmatamento ilegal seja realizado em grandes áreas, por monitorarmos a floresta em tempo real. Não iremos dar vida fácil para quem pratica qualquer dano ao meio ambiente”, frisou.

O governador falou, ainda, sobre o custeio das operações realizadas pelo Estado para combater as queimadas. “Preciso ratificar aqui aquilo que outros governadores já falaram, nós precisamos falar objetivamente sobre recursos para o meio ambiente e para as ações realizadas pelos Estados. Temos algum nível de recurso internacional e aquilo que cada Estado tem aportado. Contudo, neste momento o que nos parece mais claro e objetivo são os valores que podem ser disponibilizados via Lava Jato, já que tem uma pré-disposição do Judiciário. Peço que o Governo Federal entre nesse circuito fazendo um alinhamento rápido e objetivo, para que tenhamos rapidamente esses recursos nos Estados”.

A reunião contou com a participação dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), além dos deputados federais Neri Geller e Juarez Costa, dos representantes do Ibama, Funai e Exército e dos governadores do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins.

1 comentário

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  • Feliciano
    02 Set 2019 às 16:26

    É muita reunião, muita falação, mas muito pouca ação não tem como esconder as áreas queimadas, se alguém quiser resolver o problema, é só executar quem causou a queimada, o que falta é responsabilidade para todos os envolvidos, sejam políticos, organizações ou militares.

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