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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Especialista alerta para riscos de inalar fumaça das queimadas; bronquite, asma e outras doenças

Da Redação - Thaís Fávaro

15 Set 2019 - 09:11

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Especialista alerta para riscos de inalar fumaça das queimadas; bronquite, asma e outras doenças
O tempo seco aliado à fumaça causada pelas queimadas que atingem todo o Brasil, especialmente Mato Grosso, tem alcançado níveis alarmantes para a saúde. Só nos seis primeiros meses do ano foram registrados cerca de 4,8 mil internações por doenças do aparelho respiratório influenciadas pela variação climática, entre ela asma e bronquite. A pneumologista da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Solange Moraes Montanha, ressalta a importância de se criar uma rotina de cuidados com a saúde e também com o meio ambiente para evitar as queimadas. “É importante entender que pulmão e meio ambiente andam juntos”, diz.

As doenças mais comuns nessa estação seca são as pneumonias virais, broncopneumonia, bronquite aguda, asma e insuficiência respiratória. O período de queimadas acentua os prejuízos à saúde.

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Focos de calor aumentam 95% em Mato Grosso em relação ao mesmo período de 2018
 
Só na última semana de agosto, Mato Grosso registrou mais de 3 mil focos de calor, um aumento de 95% em relação ao mesmo período de 2018. No período de janeiro a 29 de agosto foram registrados quase 13 mil focos. Os níveis de foco de calor e queimadas registrados esse ano são os maiores dos últimos cinco anos, com isso, o Estado vive coberto por uma nuvem de fumaça.

Uma  mistura de compostos químicos é liberada durante as queimadas e, quando inaladas, percorrem o sistema respiratório podendo chegar a corrente sanguínea. O monóxido de carbono (CO), um dos elementos tóxicos liberado pelas queimadas, é altamente prejudicial à saúde e quando inalado atinge o sangue, se ligando à hemoglobina e impedindo o transporte de oxigênio para as células e tecidos do corpo.

Solange ressalta os cuidados básicos para enfrentar esses dias sem maiores problemas. “É preciso tomar muito líquido, hidratar a pele e passar soro fisiológico nas narinas. Essas são medidas clínicas para a redução de morbidades. Só no nariz por exemplo, se ele estiver ressecado fica mais fácil de ser infectado por bactérias”, conta.

A profissional ainda lembra que umidificadores e nebulizadores ajudam a manter a hidratação nas vias respiratórias e consequentemente, auxilia na proteção no nosso corpo. Para obter bons resultados é necessário manter uma cultura de cuidados com o corpo e com o meio ambiente.

Um estudo do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que no período de 01 de janeiro a 29 de agosto deste ano foram registrados 16.182 focos de calor em Mato Grosso, um aumento de 95% se comparado ao mesmo período do ano passado, no qual foram registrados 8.303. Esses focos indicam possíveis queimadas e são coletados a partir de imagens via satélite.

Para a pneumologista, é importante que as pessoas tomem atitude de preservar o meio ambiente. “Para os fumantes, por exemplo, é preciso entender que a bituca de cigarro por exemplo, é um grande causador de incêndio. Muitas vezes o próprio fumante é um ambientalista, mas ele joga a bituca pela janela do carro e vai embora, não fica para ver o estrago que ela pode fazer, muitas vezes ele nem se da conta de que ele foi o causador do incêndio”, diz.
 
 

2 comentários

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  • Xai
    16 Set 2019 às 10:53

    SOCORRO! SOCORRO! Vamos morrer lenta e dolorosamente das doenças causadas por esse ar venenoso. E os coitados dos combatentes do fogo, que ficam bem perto dessa podridão, então?

  • Felipe
    15 Set 2019 às 18:03

    Só faltam queimar as casas. Por que o mato já foi.