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Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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Hospital descarta coronavírus e dá alta para paciente de Mato Grosso que chegou da Ásia

Da Redação - Wesley Santiago

07 Fev 2020 - 16:22

Foto: Reprodução/Ilustração

Hospital descarta coronavírus e dá alta para paciente de Mato Grosso que chegou da Ásia
A paciente K.C., 38 anos, que deu entrada na noite da última quinta-feira (06), no Hospital Regional de Rondonópolis (215 quilômetros de Cuiabá), com uma possível suspeita de portar coronavírus, receberá alta na tarde desta sexta-feira (07). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde da cidade, os sintomas não se enquadraram nos descritos.

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Ao Olhar Direto, a Secretaria de Saúde informou que a paciente receberá alta nesta tarde. Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, a paciente não se enquadra como caso suspeito, já que não apresenta febre e pelo menos um sinal de sintomas respiratórios (tosse e dificuldade para respirar e histórico de viagem para Wuhan/China).
 
A paciente apresentou apenas tosse e coriza e resolveu procurar o hospital por precaução. Ela não esteve na China e, apenas, visitou países que ficam na Ásia. Apesar disto, material foi coletado para que exames sejam feitos em São Paulo (SP).
 
Antes, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, também já havia praticamente descartado o caso. “Sequer é um caso suspeito. Nossa equipe analisou. Ela [paciente] não apresenta nenhuma das três alternativas para tornar isto um caso de investigação. Muito provavelmente é uma crise respiratória. A paciente não teve febre desde que chegou ao país e nem contato com alguém que tenha sido diagnosticado com a doença”.
 
Conforme a Prefeitura de Rondonópolis, assim que tomou conhecimento do fato, a secretária de Saúde Izalba Albuquerque encaminhou o caso para ser averiguado por um especialista infectologista da rede.

O caso

Como já informado pelo Olhar Direto, a paciente fez uma viagem recente à Ásia, mas não esteve na China. A mulher apresentava sintomas de gripe. Em função dos casos do novo coronavírus identificados no início deste ano, a paciente foi isolada na unidade hospital para realização de exames e avaliação clínica com infectologista.
 
Uma equipe do Samu foi acionada para encaminhá-la ao Hospital Regional. Os profissionais de saúde que fizeram o atendimento seguiram todos os protocolos do Ministério da Saúde e a ambulância utilizada para o transporte passou por processo de esterilização e ficará sem ser utilizada até a próxima segunda-feira (10).
 
A Secretaria de Saúde destaca ainda que o Hospital Regional de Rondonópolis é a unidade de referência para atender casos suspeitos do novo coranovírus na região e que o caso será informado ao Ministério da Saúde.
 
Coronavírus

A província chinesa de Hubei, epicentro da epidemia do novo coronavírus, o 2019 n-CoV, registrou 69 novas mortes, de acordo com atualização da noite de quinta-feira (06). Com isso, são 637 óbitos no país. Outros 2.447 casos foram confirmados apenas na região mais afetada, totalizando mais de 31.211 mil em toda a China.

O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.

A variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde como "Doença Respiratória de 2019-nCoV" em 30 de janeiro. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.

Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos. A suspeita é que tenha sido por algum animal silvestre. O tipo de animal e forma como a doença foi transmitida ainda são desconhecidos. Uma hipótese é que o novo vírus esteja associado a animais marinhos. Entretanto, ao menos duas pesquisas apontam outras possibilidades: uma delas cita a cobra e, outra, os morcegos.

Cientistas do Colégio Imperial de Londres estimaram que a taxa de transmissão do novo coronavírus entre humanos é de duas a três pessoas para cada paciente infectado. 

Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

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