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Wellington Fagundes avalia MP de Bolsonaro como frágil e propõe taxar grandes fortunas

Da Redação - José Lucas Salvani

23 Mar 2020 - 16:30

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Wellington Fagundes avalia MP de Bolsonaro como frágil e propõe taxar grandes fortunas
O Senador Wellington Fagundes (PL) avaliou a Medida Provisória do presidente Jair Bolsonaro, editada nesta segunda-feira (23), como frágil e propõe que grandes fortunas sejam taxadas para reverter o arrecadado em recursos para a crise na saúde pública em meio ao novo coronavírus. Horas após a publicação da Medida, Bolsonaro revogou o dispositivo que previa a suspensão dos contrato de trabalho por quatro meses.

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A soma da riqueza das famílias brasileiras é de cerca de R$ 16 trilhões. Deste total, R$ 8 trilhões pertencem apenas 1% destas famílias. Dados apresentados pelo presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), Charles Alcântara, mostram que, se o país taxasse o patrimônio trilionário em apenas 1%, seria possível arrecadar R$ 80 bilhões. “Com um pouco mais de aperto, seria possível dobrar o atual Orçamento da saúde – salientou Fagundes.

Fagundes ainda ressalta que o coronavírus entrou no Brasil por meio dos ricos que estavam em outros países. Ele afirma que sua preocupação é com a população em situação de vulnerabilidade, tem baixa nutrição e baixa imunidade. “O vírus não tem barreira, no Brasil entrou pela porta dos ricos e está chegando nas periferias”, alertou.

O senador defende um acordo que não permita um agravamento do desemprego no Brasil. Para ele, a MP de Bolsonaro ainda será avaliada, mas aparentemente “mostra muita fragilidade”.

Universidade contra o coronavírus

Ainda nesta segunda-feira (23), Fagundes informou que voltou a conversar com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pedindo maior participação das universidades federais, através dos hospitais universitários, no combate ao coronavírus, causador do COVID-19.

Ele apelou ao ministro para que sejam entregues às universidades federais de Mato Grosso kits para realização dos testes do SARS Cov-2. A quantidade de testes realizados no Estado, segundo o senador, não permite sequer uma amostragem sobre a tendência da pandemia.

Fagundes também quer que o MEC amplie para as universidades particulares a autorização  para que alunos regularmente matriculados nos dois últimos anos do curso de medicina, e do último ano dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia do sistema federal de ensino atuem no combate ao COVID-19. Atualmente, a medida só abrange as universidades federais.

12 comentários

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  • ZE NINGUÉM
    24 Mar 2020 às 11:15

    TAXAR GRANDES FORTUNAS É FACIL QUANDO MUITOS TEM SEUS BENS EM NOME DE OUTRAS PESSOAAS. ENTENDAM COMO BEM QUISEREM.

  • José
    24 Mar 2020 às 11:00

    E um cara desses é senador!!!!! Inacreditável.

  • Nícolas - eu salvo meus comentários.
    24 Mar 2020 às 09:23

    Este Senador foi Deputado Federal Constituinte e sabe muito bem da dificuldade que é para se instituir o Imposto sobre as Grandes Fortunas (IGF) previsto na constituição federal é necessário ser instituído por Lei Complementar (LC), pois bem a LC só considerada aprovada se tiver votos favoráveis da maioria absoluta das duas casas (senado e câmara federal), seria necessário então que dos 513 Deputados Federais 257 Deputados Federais votassem favoráveis, enquanto dos 81 Senadores, 41 votassem favoráveis, além de não ter tempo hábil é necessário lutar contra um congresso que só vê o próprio umbigo, quem tem poder aquisitivo pode muito bem se cuidar, pode ir pra um grande centro de referência combater este mal de doença e quem é pobre? Infelizmente o SUS.

  • Nícolas - eu salvo meus comentários.
    24 Mar 2020 às 09:19

    Agora outro viés: para se instituir o Imposto sobre as Grandes Fortunas (IGF) previsto na constituição federal é necessário ser instituído por Lei Complementar (LC), pois bem a LC só considerada aprovada se tiver votos favoráveis da maioria absoluta das duas casas (senado e câmara federal), seria necessário então que dos 513 Deputados Federais 257 Deputados Federais votassem favoráveis, enquanto dos 81 Senadores, 41 votassem favoráveis, agora pergunta que não quer calar: Com o perfil deste Congresso Nacional que muitas das vezes não representam o povo e sim os grandes empresários e empreiteiros, eles aprovariam o instituto do IGF? E até mesmo porque alguns dos Excelentíssimos representantes poderiam ser obrigados a pagar o tal imposto, como se vê a Constituição Federal foi amarrada de modo a beneficiar somente a elite em detrimento do povo, é uma pena, mas discursos como estes do nobre Senador não me convence.

  • Nícolas - eu salvo meus comentários.
    24 Mar 2020 às 09:11

    Cada deputado federal custam aos cofres públicos algo em torno de 218 mil reais mensais (fonte abaixo), sabem quantos deputados federais temos? R = 513 (quinhentos e treze) pra que tudo isso de gente? Faz tempo que faço esta pergunta, vamos lá: multiplicando 513 por 218 mil reais obtem-se 111 milhoes de reais mensal só com os Deputados, em seguida multiplicando-se por 12 (o numero de meses de 1 ano), obtemos: 1,30 bilhão ao ano, os senadores individualmente custam 235 mil reais ao mês e são 81 senadores (ao meu ver um número bastante expressivo também), ao ano os senadores custam: 228 milhões de reais, somando de todos os parlamentares obteremos: 1,52 bilhões ao ano, se cortarmos pela metade a quantidade de congressistas o Brasil economizaria: 750 milhões de reais, se cortarmos a metade dos assessores, metade da verba indenizatória, ao meu tudo isso ainda seria muito, os cofres públicos economizaria algo em torno de 1 bilhão de reais ao ano, continuo meu raciocínio. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/salario-assessores-cotao-moradia-viagens-saiba-quanto-custa-um-deputado/ https://www.poder360.com.br/economia/senado-gasta-r-32-milhoes-por-mes-para-pagar-mais-de-3-mil-assessores/

  • VARZEAGRANDENSE
    24 Mar 2020 às 08:07

    TAXAR E TAXAR PORQUE NÃO FALAM EM ABAIXAR SEUS SALÁRIOS APOSENTADORIAS, VERBAS EXTRAS, FUNDO PARTIDÁRIO , ABUTRES!!

  • marcelo
    23 Mar 2020 às 20:34

    Grande senador pare de hipocrisia metade de Rondonópolis é do senhor e de seus parentes......

  • Realista
    23 Mar 2020 às 18:58

    É como diz um velho ditado: "se não vem pelo amor, vem pela dor." Oremos para que isso ocorra. Pois quem é taxado em tudo são os assalariados , principalmente os assalariados mínimos que se não pagam o IRPF, terminam pagando o imposto sobre consumo esse sim muito, demais, super injusto. Outrossim, sugiro aos políticos que abram mãos de suas gordas verbas de manutenção no cargo, pois a nossa nação é majoritariamente pobre e miserável, o que torna contraditório e imoral os gastos nababescos com o seu congresso nacional. Há também que frisar por outro lado que boa parte dos parlamentares lá atuantes é composta de muitos ricos que via de regra estão lá apenas para legislar em causa própria.

  • Jose
    23 Mar 2020 às 18:08

    Ihh o sogro do seu filho vai chiar...

  • José
    23 Mar 2020 às 17:58

    Quem sabe dar um pé na bunda desses políticos ? Sobraria muito recursos de salários e benefícios, além disso estaríamos livres da roubalheira e da extrema incompetência administrativa. Estranho que essas figuras só querem taxar o que é dias outros, assim é fácil. Espere a próxima eleição Fagundes.

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