Olhar Direto

Sexta-feira, 29 de maio de 2020

Notícias / Política MT

“Foram tomadas decisões que fogem à racionalidade”, diz governador sobre restrições

Da Redação - Isabela Mercuri

07 Abr 2020 - 08:01

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

“Foram tomadas decisões que fogem à racionalidade”, diz governador sobre restrições
Apesar de afirmar que quem tem o poder de determinar as restrições frente à pademia do novo coronavírus (covid-19) são os municípios, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que “foram tomadas decisões que fogem à racionalidade, que fogem à lógica técnica”. Para ele, as medidas aconteceram cedo demais, e na medida em que os casos de coronavírus aumentarem, terão que continuar.

Leia também:
Ministério vai reduzir isolamento em estados com 50% de leitos disponíveis
 
Mauro foi entrevistado na rádio Jovem Pam na manhã desta terça-feira (7), e foi questionado sobre a nova medida do Ministério da Saúde, que pretende diminuir o isolamento em estados e cidades que têm 50% dos leitos disponíveis. No entanto, afirmou que o governo só faz orientações, e que a decisão será de cada prefeito.
 
“A gente não quer entrar essa celeuma, e o governo deu as diretrizes. Mas não é muito lógico você dar o mesmo tratamento de uma cidade com São Paulo para cidades de Mato Grosso ou até Cuiabá e Várzea Grande”, afirmou.
 
Para Mauro, “fechar tudo” enquanto há poucos casos é um erro, pois os casos aumentariam de qualquer forma e, mais para frente, seria necessário parar novamente, trazendo ainda mais problemas econômicos para o estado. O exemplo foi dado em relação a Cuiabá que, segundo Mauro, agora é que tem um alto número de casos em que faz sentido aumentar as restrições.

37 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • CIDADÃ
    08 Abr 2020 às 18:51

    Li boa parte dos comentários e fiquei analisando. Muitos defendem ficar em casa outros de trabalhar. No momento muitos que estão defendendo ficar em casa são funcionários que todo mês esta com o salário na conta. Por outro lado esta o cidadão vendo a empresa que trabalha ir a falência e de onde vira seu sustento. Assim sendo se continuar todos sem trabalhar não haverá arrecadação e o salário de quem no momento ta de barriga cheia também vai ser atrasado. Enfim, quando a água bater na bunda de uns e outros, ai sim quero ver esse discurso demagago. Sou a favor de voltar a trabalhar, infelizmente não podemos parar de vez. Há pessoas que tem como se manter outras não. Então quem ta com medo não trabalhe, quem tem dinheiro sobrando não trabalhe, mas se não houver produção vocês terão que comer o dinheiro pois não haverá o que comprar.

  • Tião
    08 Abr 2020 às 14:00

    O isolamento deve ser para pessoas que estão na faixa de risco. Os demais devem seguir sua rotina normal. Tem jovens achando que todos devem ficar em casa mas querem que alguem lhes tragam a comida. Vamos trabalhar quem tem medo do virus que se isole sozinho mas nao imponha isso aos outros.

  • Juliao Petruquio
    08 Abr 2020 às 13:29

    75 mil mortes pelo mundo. milhão e 300 mil pessoas infectadas, 700 mortos no Brasil desde marco. E ainda tem gente falando que é tudo golpe. Faltam falar que é a esquerda que plantou isso e que a globo está por tras de tudo. Mas um detalhe. A dengue chegou. Em MT ja sao 19 mil casos e 7 mortos so este ano. Um aumento de 300% em relação ao ano passado. Se ela ja "mata" mais que a Covid, imaginem agora que os doentes não terão leitos. Estes de direitas extremistas so tinham que ensar o basico, pra ver que nem os ministros do presidente o apoia.

  • YVONE Inez Ricci Boaventura
    08 Abr 2020 às 13:29

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Donizete
    08 Abr 2020 às 12:10

    Agora sim Governador, tá tomando decisões mais concebiveis, atenuando o erro! Bolsonaro estava certo desses o princípio, mas se prepare para queda de arrecadação será inevitável e a demissão também!

  • Claudia
    08 Abr 2020 às 11:22

    Fico me perguntando o que esses governantes comem. Se um município ainda tem poucos contaminados, porque afrouxar o confinamento? O objetivo é aumentar o número de contaminados? Aqui é o único País que o governante faz pouco caso das nossas vidas, fala publicamente que "um dia todos vamos morrer", só espero que o dia dele não demore. O mundo inteiro preservando vidas e aqui querendo preservar a economia.

  • Jacqueline
    07 Abr 2020 às 20:37

    Vírus chinês é uma farsa. Estão tocando no direito constitucional dos brasileiros. ..isto é perigoso os ditadores ,prefeitos e governadores estão usando esta pandemia para dominar o povo. É notório o uso imoral,politiqueiro para justificar o uso da quarentena. SAÍA de casa,Vamos trabalham reajam. ...não aceitem esta mentira pacificamente. É uma vergonha como estão manipulando.

  • Gisela
    07 Abr 2020 às 14:58

    Quanto maior o isolamento, mais vidas serão poupadas. Isso é fato. O Estado, prefeituras, deveriam prender e multar essas pessoas irresponsáveis que ficam circulando nas ruas e parques como se nada tivesse acontecendo. Muitas pessoas estão morrendo por causa de um vírus que é altamente contagioso. Dinheiro se recupera, a morte não tem volta. ACORDEM em risco.

  • Lucy Mara Borges D Elia
    07 Abr 2020 às 14:49

    Acredito que ambos estão certos, tanto o governador como o prefeito, mas com certeza se tivéssemos parado depois, muito mais casos teríamos! É uma questão de lógica! Tbm uma questão de lógica que vamos todos pro buraco financeiro, mas é melhor sem dinheiro do quê perder um familiar ou amigo pra esse vírus!

  • Wagner Ribeiro
    07 Abr 2020 às 14:28

    Conversa em Nova York, há duas semanas: “o coronavírus mata menos do que septicemia, pressão alta, Alzheimer, diabetes, influenza, pneumonia, doenças respiratórias, derrame, acidentes, câncer ou ataque cardíaco.” Duas semanas depois, ele mata mais do que todas elas somadas e a cidade mais rica do mundo está precisando enterrar pessoas em parques. O incrível é que a mesma conversa já foi ouvida antes na Itália, na Espanha, na França e continua a ser ouvida no Brasil até hoje. Quantos terão de morrer até as pessoas entenderem que, em processos exponenciais, como o de transmissão de vírus, números pequenos hoje se transformam muito rapidamente em números enormes se não tomarmos rapidamente as medidas necessárias para desacelerá-los? Muito triste