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Mauro diz que decreto de Emanuel é confuso e vê pouco efeito em novo toque de recolher

Da Redação - Max Aguiar

03 Jul 2020 - 15:00

Foto: Rogério Florentino - Olhar Direto

Mauro diz que decreto de Emanuel é confuso e vê pouco efeito em novo toque de recolher
O governador Mauro Mendes (DEM) viu de forma negativa o novo decreto publicado pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), nesta quinta-feira (2). O democrata, no entanto, foi contido nas críticas para não reacender uma nova briga política com o emedebista. 

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"Eu estou evitando fazer crítica. Se eu critico, ele [Emanuel] responde dizendo que é política. Eu, sobre o decreto, achei confuso. A população também achou. Difícil entender, dia par, dia ímpar. Toque de recolher a partir das 20h parece que não tem efeito. Mas, o momento é de unir, andar de mãos dadas com Cuiabá, Várzea Grande", disse Mauro Mendes em entrevista a TVCA. 

Além disso, o governador também destacou os trabalhos para evitar que pessoas morram sem leitos de UTIs ou com falta de medicamento. Ele visitou Brasília esta semana e teve a garantia do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, que Mato Grosso não sofrerá por falta de medicamentos. Porém, afirmou que o problema atual é a contratação de mão de obra qualificada para atuar nos hospitais do estado. 

"O maior problema é pela contratação de profissionais e medicamentos para tocar esses leitos. Já tenho respirador e vamos receber mais. Mas, e dai? Não tem médico, não tem enfermeiro. Tem município no interior que vai abrir leito, mas não tem gente pra trabalhar. Subimos o preço do salário, vamos pagar quase R$ 2 mil por plantão de 12 horas, mas está dficil contratar. Falei com o ministro Eduardo Pazzuello, conversamos sobre o assunto das UTIs, medicamentos e isso está razoavelmente equacionado. Nossas UTIs não correm o risco de paralisar por falta de medicamentos", garantiu Mendes. 

Por último, Mauro Mendes disse que na próxima semana o Estado abrirá um canal direto com um médico, para que informações possam ser conseguidas via telefone e logo um profissional irá receitar o que fazer e o que beber para tratar a doença. Além disso,  500 mil testes rápido para distribuir aos municípios já foram comprados. "Os prefeitos eram para ter comprado, mas como não compraram, vamos comprar e entregar já na semana que vem. Serão 500 mil testes", disse o governador. 

6 comentários

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  • MARCIA WOLF DINIZ
    04 Jul 2020 às 09:54

    Mauro Mendes e Emanuel, poderiam aderir à uma paralisação de 10 dias em todo o estado. Mas uma para isso tem que haver , uma rigorosa lei, que proibisse as pessoas de transitarem, à ñ ser que fosse para emergências. (IR ao super mercado ,farmácia, hospital). Teríamos que fazer como a Itália e a Espanha, se ñ essa pandemia ñ vai ter fim.

  • Edsson
    03 Jul 2020 às 20:38

    Cara oq esse prefeito fez com o dinheiro q lhe foi passado. Não compro nem os matérias p teste de covid

  • Paulo
    03 Jul 2020 às 18:41

    Esse sabe só criticar, mostra soluções, equipa municípios com aparelhos médicos, faz projeto de um hospital nas cidades polo MT

  • Ranulfo
    03 Jul 2020 às 18:38

    Mais importante que testes, são os remédios. Tratamento na fase inicial e a solução. Porque ninguém fala em disponibilizar os remédios pra tratar os infectados nos primeiros sintomas.

  • Ricardo
    03 Jul 2020 às 16:44

    Concordo! No distrito industrial está funcionando tudo!!! Falam em serviços essenciais porém o que vejo é todas as indústrias funcionando, ou vidros, containers, pneus são serviços essenciais??? Está parecendo que o distrito industrial de cuiaba não está em plena pandemia não!!! Tomem atitude pois não vejo sequer polícia rondando por aqui...

  • Juscelino Alves Ferreira
    03 Jul 2020 às 15:30

    Boa tarde: Sou técnico em enfermagem no PS de e Cuiabá em uma UTI. Eu tenho 59 anos e entre 46 e minha idade tem muitos Sr governador querendo trabalhar, são profissionais preparados, mais o Sr ou quem fez esse decreto impôs um limite para contratação de 45 anos. Por isso a falta!

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