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Quinta-feira, 29 de outubro de 2020

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Empresário diz que pediu perdão à mãe de Isabele e acredita que famílias conseguirão conversar “quando dor passar”

Da Redação - Wesley Santiago

18 Set 2020 - 07:28

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Empresário diz que pediu perdão à mãe de Isabele e acredita que famílias conseguirão conversar “quando dor passar”
O empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no dia 12 de julho, com um tiro na cabeça, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, disse que já pediu perdão à mãe da vítima pelo acontecido. Ele sustenta que tudo não passou de um acidente, disse que tentou se aproximar, mas que teve as portas fechadas e acredita que as famílias conseguirão conversar “quando a dor passar”.

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“Pedi perdão para a mãe, dei um abraço muito forte nela. Ligamos para um tio dela para tentar fazer o contato no dia do velório, mas as portas foram fechadas para este tipo de conversa”, disse o empresário, em entrevista em frente ao Complexo do Pomeri, na quarta-feira (16), onde foi buscar a filha após o Tribunal de Justiça conceder um habeas corpus a liberando da internação imposta anteriormente pela Justiça.
 
O empresário, assim como sua família, ainda sustenta a hipótese de que o fato não passou de um acidente e não de homicídio doloso, como concluiu a investigação da Polícia Civil.
 
“No momento oportuno, quando esta dor passar, acredito que vamos conseguir sentar e conversar”, finalizou o empresário, mostrando que ainda tentará novamente conversar com a mãe de Isabele sobre o fato.
 
O empresário Marcelo Cestari quebrou o silêncio e falou pela primeira vez abertamente sobre o caso envolvendo a morte de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, morta por um disparo de arma de fogo efetuado pela filha dele, no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. Ele disse que a filha está muito chateada com a situação, sofrendo bastante, perdeu a melhor amiga e reafirmou que tudo não passou de um acidente: “não existe nenhum criminoso”.
 
“Ela não usou a arma, foi um acidente, no sentido estrito da palavra e não no sentido técnico. Foi um infeliz acidente, onde ela perdeu a melhor amiga dela. O que aconteceu está nos autos, no relatos que fizemos e vocês todos já tiveram acesso”, disse o empresário.
 
Marcelo Cestari ainda pontuou que preferiu não falar antes sobre o caso em respeito à Justiça. “Sem mesmo ter falado, já me acusaram de fraude processual. Imagina se antes eu tivesse externado alguma coisa. Como já terminou o inquérito, somente agora estou falando, em respeito ao processo. Não queria tumultuar ou trazer qualquer transtorno”.
 
A adolescente responsável pelo disparo que matou Isabele Guimarães Ramos no condomínio Alphaville responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso.
 
A Polícia indiciou ainda o empresário Marcelo Cestari, pai da jovem atiradora, pelos crimes de posse de arma de fogo, homicídio culposo (sem intenção de matar), por entregar a arma para adolescente e por fraude processual. Marcelo Cestari será julgado em outro processo.

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