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SERÃO PENALIZADOS

Prefeitura apura suposto esquema de dentistas que pediam transferência para não trabalhar

Da Redação - Michael Esquer

27 Fev 2021 - 15:30

Foto: Assessoria

Prefeitura apura suposto esquema de dentistas que pediam transferência para não trabalhar
Instaurado procedimentos para investigar suposto esquema de fraude envolvendo profissionais da área de odontologia de Cuiabá. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura da Capital aponta que servidores estariam pedindo a transferência para unidades de saúde que ainda nem foram entregues, ou sequer tinham cadeiras para atendimento, para não trabalharem.

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Segundo Ozenira Félix, secretária de Saúde de Cuiabá, a apuração teve início após relatório técnico apresentado pela nova equipe de coordenação de Saúde Bucal. Outra situação percebida pelo parecer foi a existência de unidades, onde o serviço deveria ser prestado, sem nenhum dentista e profissionais sem cadastros nas unidades, o que fez com que pasta deixasse de receber recursos do Ministério da Saúde.

“O zelo e a transparência são premissas da gestão Emanuel Pinheiro. Assim que tivemos ciência da situação adotamos as providências e demos início a um levantamento. É preciso que tenhamos muito cuidado para que nenhuma injustiça seja cometida”, explicou.

Apesar do início da investigação, a secretária diz ainda ser cedo para afirmar qualquer coisa. “Não podemos afirmar nada até porque estamos em fase de levantamento. No caso, quem trabalha em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) tem uma gratificação maior. Não estamos falando de salário, mas do valor de gratificação”.

Uma portaria foi publicada para evitar que esse problema continuasse. O documento determinou que todos profissionais da Saúde Bucal fossem lotados aos seus postos de origem e ordenou o levantamento salarial e de lotação de cada um, para embasar a denúncia aos órgãos competentes.

“Nós estamos em fase de levantamento de todas as cadeiras, as que estão ocupadas e onde eles estão até para a gente poder apresentar qual é a real situação e tomar as decisões. O Ministério Público já nos pediu informações, listando pessoas. São pessoas que trabalhavam dentro da Secretaria. Neste caso, já estamos tomando providências para que aqueles que ainda estejam lá  sejam lotados em outras unidades. Temos também pessoas que podem ter sido envolvidas e sem nenhuma má-fé. Não posso levar em consideração o fato de que quem removeu tinha um problema. É preciso ter cuidado para não cometer injustiças. Precisamos de provas consistentes e temos muitas situações de remoções”, asseverou.

Durante as investigações, que incluem a finalização do trabalho de constatação, documentação e denúncia para autoridades competentes, o servidor não efetivo que for enquadrado cometendo a fraude deverá responder a todas as medidas cabíveis. No caso de servidores efetivos, haverá abertura de procedimento administrativo.

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