Olhar Direto

Quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Notícias | Política MT

EM NOVA BANDEIRANTES

"Quem sabe as onças podem dar um jeito neles lá, né?", diz governador sobre últimos foragidos do novo cangaço

Foto: Tchélo Figueiredo - Secom -MT

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que está muito contente com atuação das forças da Polícia Militar que estão há mais de 40 dias na cidade de Nova Bandeirantes (distante 996km de Cuiabá) em busca dos criminosos do novo cangaço que invadiram duas agências bancárias e fizeram diversas pessoas reféns no mês de junho.

Leia mais:
Dupla do ‘Novo Cangaço’ escondida em mata estaria debilitada por falta de alimentação e água

Até o momento nove morreram em confronto e cinco foram presos. No encontro do MDB, em Chapada dos Guimarães (distante 65km de Cuiabá), o prefeito de Nova Bandeirantes, Cesar Augusto Perigo (MDB), disse que ainda faltam dois. 

Em resposta, o governador, que em outros momentos disse que em Mato Grosso o novo cangaço não se cria, disse que esses dois seriam cuidados por onças da região. "Estou vendo a tropa motivada. O Bope está lá. Atualmente, de 14, nove mortes e 5 presos até agora. Acho que está faltando dois, que estão perdidos lá, Quem sabe as onças podem dar um jeito neles lá, né?", brincou o governador durante o ato partidário. 

Debilitados

Presos na operação, Salvador Santos Portela disse que os dois últimos procurados podem estar debilitados por falta de comida e água. Ao Olhar Direto, o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Ronaldo Roque da Silva, revelou que durante a conversa, o comparsa revelou isso.
 
“Ele citou alguns sintomas de desidratação e de falta de alimentação adequada também. Quando aqueles quatro primeiros criminosos morreram em confronto, não tiveram mais a entrega de comida e itens de sobrevivência. Acabaram ficando mais isolados, também por conta do cerco feito pelas forças de segurança”, explicou o comandante.
 
Também há informações de pessoas que disseram ter saído para buscar informações, mas que não retornaram ao grupo, depois de ficarem sabendo das prisões e mortes em confronto.
 
“É trabalho de perseverança, de busca efetiva para fundamentar as nossas convicções. Não vamos parar enquanto não encontramos todos que estão escondidos nesta região”, finalizou o comandante do Bope.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet