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Terça-feira, 21 de setembro de 2021

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Acareação na DHPP

Veja momento em que envolvidos na morte de empresário confirmam que mulher encomendou crime

Foto: TV Centro América

Veja momento em que envolvidos na morte de empresário confirmam que mulher encomendou crime
Imagens das acareações feitas entre a manicure Ediane Aprecida Cruz, 21 anos; Wellington Honorio Albino e Ana Cláudia Flor, mostram o momento em que os envolvidos no homicídio de Toni da Silva Flor, de 38 anos, no dia 11 de agosto de 2020, em frente a uma academia de Cuiabá, foi encomendado pela própria esposa. Ao escutar a amiga acusá-la, Ana Cláudia apenas fecha os olhos e balança a cabeça. O vídeo foi divulgado pelo MT1, da TV Centro América.

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Na primeira acareação, feita entre a manicure e Wellington, ambos confirmam a intenção de Ana Cláudia em matar Toni. “Falou que a Ana precisava de alguém, que pagava para matar o Toni. Ela me passou o contato e falou pra eu conversar melhor com ela”.
 
Logo em seguida, o delegado Marcel Oliveira, responsável pela investigação, pergunta para a manicure se a versão contada por Wellington está correta. Ela então confirma: “É isso”.
   

Em outra acareação, esta com a presença de Ana Cláudia, a manicure sustenta a versão: “Falou se eu conhecia alguém para matar o Toni. Eu disse que não, que tinha amizades, que eu podia dar uma olhada. Aí, conversei com o Wellington...”
 
Ana Cláudia, que ficou em silencio durante o procedimento, apenas olha para o teto, fecha os olhos e balança a cabeça negativamente, ao ser acusada de encomendar o homicídio do próprio marido.
   

Interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) mostram as conversas que Ana Cláudia Flor, presa acusada de mandar matar o marido, o empresário Toni da Silva Flor, de 38 anos, no dia 11 de agosto de 2020, em frente a uma academia de Cuiabá, manteve com um amante antes e após a morte da vítima. Em uma delas, após o homem prestar depoimento, ela diz: “isso ainda vai sobrar pra mim”. Em outra, fala que ela está diferente e que “se alguém souber, vou presa”.
 
Amantes
 
As investigações da Polícia Civil apontam que Ana Cláudia Flor teria dois motivos para encomendar a execução dele.
 
O primeiro deles o fato de ter muitos amantes e o segundo a intenção de ficar com a herança, uma vez que a vítima possuía uma representação comercial muito forte, abastecendo vários supermercados da cidade, ser financeiramente estável e possuir casa, carro, moto, dinheiro na poupança. O empresário ganhava de R$ 15 a 25 mil por mês.
 
A manicure Ediane Aprecida Cruz, 21 anos, presa na manhã desta sexta-feira (27) pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) declarou que seu irmão foi amante da mandante do assassinato.
 
Ao delegado, durante acareação feita na DHPP, a manicure disse que foi responsável por passar o telefone de Wellington Honorio Albino, que teria feito a ponte entre Ana e Igor, Dessa dupla, Igor foi o responsável pelo tiro que matou Toni Flor e Wellington jogou a arma fora, nas imediações do Rio Manso, em Chapada dos Guimarães.
 
O crime
 
Segundo consta, Ana e Toni estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas fruto deste relacionamento. Porém, a relação estava deteriorando, por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada. Antes de morrer, inclusive, a vítima teria dito para a mulher que queria o divórcio.
 
Inconformada com a separação e querendo ficar com todos os bens do empresário, Ana então começou a bolar um plano para matar o marido. Para tanto, pediu ajuda a sua manicure, Ediane Aparecida da Cruz Silva, que auxiliou na procura por um “matador”.
 
“Oportunidade em que esta acedeu à macabra solicitação e contactou Wellington Honorio Albino que, por sua vez, com o auxílio de seu amigo Dieliton Mota Da Silva, “terceirizou” o serviço homicida, propondo que a execução do crime fosse perpetrada por Igor Espinosa, que aceitou a tarefa”, diz trecho da denúncia.
 
“Quanto à acusada Ana Cláudia, há que se destacar que o desvalor de sua conduta é flagrantemente grave, já que ordenou a morte do pai de suas três filhas menores, jamais revelando qualquer arrependimento. Neste aspecto, é evidentemente macabra sua conduta de, após o delito por ela mesma planejada em todos os detalhes, ter promovido campanhas em mídias sociais e até eventos públicos onde cobrava justiça pela morte de seu marido”, pontua o promotor na denúncia.
 
O promotor ainda lembra que, durante o andamento do inquérito, foi revelado que Ana Cláudia ainda teria intenção de contratar alguém para matar Igor Espina, com evidente objetivo de evitar que fosse delatada pelo mesmo.
 
Na semana passada, foram decretadas as prisões preventivas de Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino e Dieliton Mota da Silva.
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