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Quarta-feira, 10 de agosto de 2022

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fevereiro roxo

Campanha da Unimed Cuiabá conscientiza população sobre riscos e cuidados com a diabetes

Foto: Unimed Cuiabá

Campanha da Unimed Cuiabá conscientiza população sobre riscos e cuidados com a diabetes
No "Fevereiro Roxo", mês de conscientização sobre a diabetes, a Unimed Cuiabá está realizando uma campanha para informar a população quanto aos reflexos da diabetes na saúde e na mortalidade. O Programa Doce Vida e Aquarela da Saúde - Fevereiro Roxo, tem o objetivo de ressaltar a importância do estilo de vida saudável e do monitoramento da saúde. 

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De acordo com a assessoria da cooperativa, a ação faz parte do Programa Viver Bem do Núcleo de Medicina Preventiva da Cooperativa. Além disso, as atividades do programa se estendem ao longo do ano com oficinas, cursos e palestras promovidos pela equipe multidisciplinar.   

Ainda conforme a Unimed Cuiabá, o acompanhamento multidisciplinar dá suporte ao paciente e seus familiares. As informações repassadas no programa auxiliam tanto na prevenção quanto no tratamento de quem já possui diagnóstico. O atendimento é exclusivo aos beneficiários da Unimed Cuiabá.  

A diabetes

Conforme a Unimed Cuiabá explica, a diabetes é uma doença sistêmica, que pode atingir vários órgãos do nosso corpo. Sem controle, o excesso de açúcar no sangue pode causar problemas cardiovasculares graves, dos quais os mais comuns são infarto e AVC 

No mundo todo, cerca de 537 milhões de pessoas são portadoras de diabetes, de acordo com o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF) de dezembro de 2021. No Brasil, são 15,7 milhões.  
Um a cada dois adultos, entre 20 e 79 anos (44,7%), com diabetes desconhece sua condição, o que é preocupante uma vez que quanto mais tarde iniciado o tratamento, maior a probabilidade de complicações e morte.

Ainda de acordo com o levantamento da IDF, o desconhecimento e a falta de controle da doença colocam a diabetes hoje como o principal fator de mortalidade em todo o mundo. Segundo o Atlas, aproximadamente 6,7 milhões de adultos entre 20 e 79 anos morreram como resultado de diabetes ou suas complicações em 2021, o que corresponde a 12% das mortes globais por todas as causas na mesma faixa etária. 

Cuidados 

Para a Dra. Cláudia, coordenadora do Programa Doce Vida da Unimed Cuiabá, é importante fazer os exames de rotina anuais e adquirir hábitos saudáveis. 

"As pessoas que fazem monitorização glicêmica e avaliação médica e nutricional periódica percebem quando ocorre o aumento da glicose e com isso atingem um melhor controle glicêmico. O acompanhamento regular e adoção de hábitos mais saudáveis, que colaboram para a perda de peso, podem reverter o quadro de pré-diabetes”, explica.

“As complicações da doença também são muito mais frequentes nos portadores de diabetes que não se cuidam, não fazem exames, não monitoram a glicemia capilar e levam uma vida não muito saudável, com sedentarismo, tabagismo e ingestão excessiva álcool e alimentos industrializados, que geralmente são ricos em açúcares e gorduras saturadas", complementa.   

A médica também ressalta que pessoas com alta tendência a desenvolver a diabetes são aquelas com histórico de casos na família, as hipertensas, as que têm sobrepeso ou obesidade e as mulheres que tiveram diabetes na gestação. "Estas que estiverem acima dos 35 anos, devem fazer o exame de glicemia anualmente", alertou.   

De acordo com a coordenadora, um dos pontos chave para o autocuidado é a alimentação. Toda a população, com ou sem diabetes, deve ter uma alimentação baseada em alimentos in natura (frutas, verduras, legumes, ovos e carnes magras) e produtos minimamente processados (arroz, feijão), limitando o consumo de alimentos processados (geleia, enlatados, embutidos, queijo) e evitando alimentos ultraprocessados (sorvetes, barra de cereal, macarrão instantâneo).   

Ela também alerta que deve se considerar o consumo moderado de bebidas alcóolicas, abandonar o tabagismo, controlar o estresse e praticar alguma atividade física. Além disso, monitorar o nível de glicemia e passar por avaliação médica e nutricional periódica, uma vez que a diabetes não apresenta sintomas em grande parte dos pacientes. 

Custos 

De acordo com a IDF, a doença provocou um gasto mundial com saúde de US$ 966 bilhões, alta de 316% nos últimos 15 anos. O último Atlas da entidade mostra que no Brasil, os gastos estão na faixa dos R$ 42,5 bilhões de dólares por ano no tratamento de adultos entre 20 e 79 anos, colocando o país como o terceiro com mais gastos com a doença, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
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