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Terça-feira, 23 de julho de 2024

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ÉTICA PARLAMENTAR

Lira enquadra deputados para evitar discursos de ódio no Plenário da Câmara; Abílio na mira

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Lira enquadra deputados para evitar discursos de ódio no Plenário da Câmara; Abílio na mira
O presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP), marcou para terça-feira (14) reunião no Colégio de Líderes do Congresso Nacional para discutir a postura dos parlamentares após várias trocas de ofensas no Plenário da Casa. A principal intenção da agenda é estabelecer “boas práticas de oratória” para elevar o nível do debate político.


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Esse tipo de ação é para evitar que os discursos disseminem ódio e mira principalmente os deputados que estão sendo observados pelo Conselho de Ética da Câmara por usaram "o direito de expressão" para motivar ataques. Atualmente, são cinco parlamentares enquadrados, entre eles o deputado federal por Mato Grosso, Abílio Brunini (PL). 

“Foi deprimente o que nós vimos aqui ante o comportamento de parlamentares, de parte a parte, uns acusando, outros defendendo, e vice-versa”, disse Lira ao Correio Brasiliense. 

O presidente da Câmara destacou que os deputados que se excederem poderão ser punidos no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. “A partir da eleição do próximo Conselho de Ética, independentemente de lado, sigla, ideologia, pensamento partidário, o deputado ou a deputada que se exceder no Plenário desta Casa responderá perante o Conselho de Ética”, reforçou.

Os primeiros discursos parlamentares da nova legislatura chamaram a atenção pelas ofensas, xingamentos e palavrões. Os deputados utilizaram expressões como "bandido, ladrão e babaca" para se referir ao presidente Lula (PT) e membros do seu governo. Também foram feitos discursos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com palavras como genocida, golpista e fascista.

Comissão de Ética

Representação feita pela bancada do PSOL quer que a Casa dê uma resposta aos casos de parlamentares que incentivaram, participaram ou apoiaram os atos golpistas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro.

"Apesar dos atos terem chocado todos aqueles defensores do Estado democrático de Direito, alguns parlamentares se sentiram representados por tais atos, justificando, via redes sociais, a prática criminosa e veiculando fake news acerca dos fatos", diz trecho da representação que será encaminhada ao Conselho.

Conforme Olhar Direto já havia adiantado, Abílio gravou um vídeo no Salão Verde da Câmara minimizando os ataques ao Congresso Federal. Na ocasião, o parlamentar foi repreendido por uma mulher que se apresentou como “apoiadora do PT”. As imagens ganharam o Brasil e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), reagiu.

Na época, Lira afirmou que os deputados que estivessem negando a destruição da Casa após os ataques terroristas do dia 8 de janeiro serão responsabilizados. Ao ser questionado se estava falando do caso de Abílio, o presidente da Câmara confirmou que sim. Presidente do PL de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes afirmou que Abílio pediu socorro ao Diretório para evitar punições.
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