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Wilson minimiza confusão e diz que acordo sobre pesca não foi fechado porque MT não aceita recuar

02 Abr 2024 - 14:30

Da Redação - Rodrigo Costa / De Brasília - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Wilson minimiza confusão e diz que acordo sobre pesca não foi fechado porque MT não aceita recuar
Realizada na manhã desta terça-feira (2), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, a audiência de conciliação sobre o Transporte Zero - que proíbe a pesca profissional em Mato Grosso pelo período de 5 anos - acabou frustrada e foi encerrada em menos de 50 minutos após seu início com o ministro relator, André Mendonça, irritado com a fala de Nilma Silva, presidente da Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso, e seu esposo, o deputado estadual Wilson Santos.  


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Primeiro, o ministro repreendeu Wilson por gravar a audiência. Depois, cassou a palavra da esposa do parlamentar após ela fazer falas contra o governador Mauro Mendes (UNIÃO), que também estava na reunião. 

"Sei que o senhor vai me dar um pito a posteriores, mas preciso falar. Defendo o segmento da pesca, pois conheço a minha realidade, não vivo com base em questionamento de amigos me aconselhando”, disse. “A fala do senhor Josemar, que representa o Ministério da Pesca, é correta. Quem conhece a realidade dos pescadores é quem está no rio. Isso não é uma audiência de conciliação. Audiência de conciliação é quando todos dialogam na construção de uma proposta. Isso que foi acordado", completou. 

Mendonça interrompeu a fala de Nilma por algumas vezes e, por último, deu prazo de 30 segundos para que ela finalizasse seu raciocínio. O tempo não foi respeitado. Mendonça cassou a fala da representante dos pescadores, encerrou a audiência e afirmou que iria decidir sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade da lei depois. 

Ao Olhar Direto, o deputado Wilson Santos minimizou o entrevero e afirmou que isso em nada contribui para o término da audiência sem acordo entre as partes.  Na avaliação dele e do deputado Eduardo Botelho, pesou mais o fato de tanto o governo estadual quanto o governo federal não aceitarem fazer mais concessões. 

“Isso é uma audiência pública. Tem muitas coisas comprovadas por trás disso e claramente há interesses econômicos. O ponto central é que nem o governo federal e o estado não aceitam o acordo. O único setor que aceita o acordo são os pescadores”, disse Wilson.  

“Infelizmente, o governo do Estado não aceita recuar um milímetro e a União também não aceita. Por parte dos pescadores, apresentamos nossas condições e respondemos objetivamente ao ministro as condições para bater o martelo. Que seria a liberação de mais 4 espécies, mais 3,5 kg para o pescador amador”, detalhou. 

Apesar de o relator ter subido o tom na audiência, Wilson afirmou que o ministro tem sido extremamente acessível. “Ele recebeu todas as partes e, sempre que o procuramos, nos recebeu de forma urbana, civilizada e teve paciência para ouvir. Não temos nada a reclamar do ministro”.  
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