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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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GABINETE DO CRIME

Delegado alvo de operação 'assessorava' criminosos e exigia pagamento de 'diárias'

Foto: Reprodução

Delegado alvo de operação 'assessorava' criminosos e exigia pagamento de 'diárias'
Investigações da Polícia Civil apontam que o delegado Geordan Fontenelle, de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá), e um investigador da corporação, solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos, além de exigirem pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. Eles dois, além de advogados e garimpeiros da região, fazem parte de suposta organização criminosa montada no município.


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A fim de desmantelar a organização, a Polícia Civil  deflagrou, nesta quarta-feira (17), a Operação Diaphthora, para cumprimento de 12 ordens judiciais. São cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares. Os servidores são investigados pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa, e advocacia administrativa.

Após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, a Polícia Civil passou a investigar o caso e constatou o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações foram identificados os servidores envolvidos no esquema criminoso sendo o mentor e articulador, o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.  

Entre os crimes praticados pela associação criminosa foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. 

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

A operação

O nome da operação é uma referência grega ao termo corrupção, cujo significado está atrelado à ideia de um organismo vivo que entra no corpo humano causando destruição dos órgãos pela ação nefasta dele.

Traduzindo para as investigações, são as consequências que a corrupção tem quando praticada por servidores públicos e seus efeitos desastrosos no órgão público, ferindo a integridade pública e princípios institucionais da Polícia Judiciária Civil.

A Corregedoria-Geral ressalta o apoio recebido da Diretoria Geral da Polícia Civil, da Diretoria de Atividades Especiais, por meio da Delegacia Fazendária, Gerência de Combate ao Crime Organizado e Gerência de Operações Especiais; Diretoria do Interior, Diretoria de Inteligência,  Poder Judiciário e Ministério Público da Comarca de Peixoto de Azevedo.

(Com informações da Assessoria)
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