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CASO VICENTE

Emocionada, mãe diz que "assinou sentença de morte" do filho quando deixou criança na creche em VG

22 Abr 2024 - 18:31

Da Redação - Rodrigo Costa / Do Local - Luis Vinicius

Foto: Olhar Direto

Emocionada, mãe diz que
Em um relato bastante emocionado, Karine Vicente, mãe do pequeno Vicente Camargo, disse que assinou a sentença de morte do filho quando deixou a criança pela última vez na creche particular Criança Feliz, em Várzea Grande, na quarta-feira (17). Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), o bebe morreu por traumatismo crânio encefálico produzido por instrumento contundente.


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Segundo Karine, naquela quarta-feira, por volta das 14h, ela sentiu um pressentimento ruim. “Às 14h54, eu mandei uma mensagem [para creche] perguntando se ele estava bem. Eu não tive retorno. E às 15h54, eu só recebi uma notícia do meu filho, que ele estava indo para o Pronto Socorro e o pessoal falou que ele não estava respirando, ele parou de respirar”, disse a mãe, em lágrimas, em entrevista nesta segunda numa manifestação organizada para clamar por justiça pela morte do jovem. 

“Se eu soubesse eu não tinha deixado [meu filho na creche]. Naquele dia, eu assinei a sentença do meu filho aqui dentro”, disse Karina, aos prantos, em entrevista nesta segunda-feira (22), numa manifestação em frente à unidade pedindo pela Justiça pela morte de seu filho. 

A mulher afirmou que quando chegou ao Pronto Atendimento encontrou Vicente com uma coloração esverdeada e muito mole. Nesse momento, diz que entrou em desespero. “Ele já estava sendo reanimado, entubado. O meu filho estava todo verdinho e sem vida. Nesse momento eu me desesperei. Eu falei, “o que está acontecendo?”, questionou. 

“Quando eu peguei o meu filho no colo, eu vi o roxo na cabeça dele e falei: ‘meu filho não foi engasgado’. Eu tenho certeza que o meu filho não foi engasgado’. Derrubaram o meu filho e aí eu já senti angústia com o meu filho no colo morto. E os proprietários falando: “eu te avisei que ele estava doente, eu avisei você que ele estava com vômitos”, contou. 

A direção da creche alega que o menino teria passado mal e regurgitado leite antes de falecer. No entanto, familiares contestam essa versão e afirmam que a criança apresentava um ferimento na cabeça quando chegou ao hospital

A unidade funcionava sem autorização, segundo o Conselho Municipal de Educação (CME) de VG, órgão responsável por emitir documentos do tipo. 

Segundo o conselho, o processo exige que as solicitações sejam feitas quatro meses antes da abertura da unidade e para acionar o CME, é necessário primeiro se cadastrar no INEP do Governo Federal para então solicitar a autorização do Conselho Municipal.
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