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Domingo, 19 de maio de 2024

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Senadores do PMDB criticam decisão prematura do partido de apoiar Dilma em 2010

Irritados com a decisão da cúpula do PMDB de formalizar apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) até novembro, senadores peemedebistas ocuparam nesta sexta-feira a tribuna do Senado para criticar a direção do partido. Os senadores Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Pedro Simon (PMDB-RS) defendem que a legenda, em vez de ter pressa em formalizar a aliança com Dilma para indicar o vice-presidente na chapa da petista, deveria refletir melhor sobre o seu destino político em 2010.


"Partindo do pressuposto de que o PMDB também já jogou a toalha e se conforma com um papel secundário neste país, um grande partido, como é o PMDB, de grande representação; partindo da premissa de que o PMDB se conforma com esse papel secundário, eu pergunto por que a interlocução só com um determinado grupo político neste país?", afirmou Mesquita.

O senador disse que, se efetivamente o partido desistir de ter candidato próprio ao Palácio do Planalto, o PMDB deveria discutir a possibilidade de apoiar outros candidatos à Presidência no ano que vem --como o governador José Serra (PSDB-SP).

"Um dia desses, eu joguei a toalha, como se diz, no sentido de não concordar, mas admitir que talvez o destino do PMDB seja mesmo conduzido pelas suas maiores lideranças a um papel secundário nesse processo eleitoral. Por isso que eu me antecipei, considerando-me liberado, inclusive, e lancei aqui a ideia de discutirmos candidaturas, como a do governador Serra", afirmou.

Simon disse que foi surpreendido pela decisão da cúpula do PMDB, liderada pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP), em aderir à candidatura de Dilma uma vez que a maioria da legenda era favorável à candidatura própria.

"Por unanimidade, milhares a zero, defendiam a candidatura própria. Mandamos o oficio à direção nacional e mandamos cópia dessa decisão a todos os diretores estaduais. [...] De repente, não mais do que de repente, sem ouvir ninguém, a não ser aquela cúpula, estão discutindo a urgência de uma candidatura e de um entendimento", disse.

Segundo Simon, o partido ignorou as alianças regionais para buscar cada vez mais espaço dentro do governo. "Não são mais as alianças estaduais. Eles querem o comando. Vamos decidir que vamos nos reunir, o vice-presidente é nosso, depois vamos ver o resto. E o PT está ganhando tempo. Primeiro, era para ser em outubro; agora é para ser em novembro. O governo está ganhando tempo, porque o PMDB está botando a faca no peito do Lula: o vice é nosso."

Simon e Mesquita têm impasses no Acre e no Rio Grande do Sul para fecharem uma aliança com o PT. No caso de Simon, o senador teria que apoiar a candidatura do ministro Tarso Genro (Justiça) ao governo do Rio Grande do Sul, apesar do PMDB ter a disposição de lançar candidato próprio na corrida ao comando do Estado.
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