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Sexta-feira, 03 de maio de 2024

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Prefeito "patrola" oposição e altera lei orgânica de município

Os vereadores de Barra do Garças alteraram a lei orgânica do município e, agora, os parlamentares necessitarão de obter a aprovação do plenário para solicitar qualquer documento à Prefeitura. Anteriormente, os legisladores tinham autonomia para requerer notas fiscais ou outros papéis com informações sem aprovação do plenário. A reclamação da oposição é que agora a vida do prefeito Wanderlei Farias (PR) será facilitada. Isso porque o republicano tem o apoio de 8 dos 10 vereadores. A mudança f

Os vereadores de Barra do Garças alteraram a lei orgânica do município e, agora, os parlamentares necessitarão de obter a aprovação do plenário para solicitar qualquer documento à Prefeitura. Anteriormente, os legisladores tinham autonomia para requerer notas fiscais ou outros papéis com informações sem aprovação do plenário.


A reclamação da oposição é que agora a vida do prefeito Wanderlei Farias (PR) será facilitada. Isso porque o republicano tem o apoio de 8 dos 10 vereadores. A mudança foi denunciada pelo vereador Odorico Cardoso Ferreira, o professor Kiko (PT).

“Os vereadores tiraram a própria força que têm com o intuito de enfraquecer a oposição, mas eu acredito que eles enfraquecem a democracia porque o povo fica impedido de ver o que está acontecendo com o dinheiro público”, disparou Kiko.

O vereador do PT atribui essa manobra ao prefeito que convocou uma sessão extraordinária para segunda-feira (18) para aprovar outros projetos e essa mudança. Segundo Kiko, o chefe do Executivo barra-garcense estava incomodado com os requerimentos feitos por ele e pelo colega Miguel Moreira da Silva, o Miguelão (PTB), por isso resolveu “patrolar” a oposição de vez.

“Nós vereadores tínhamos o poder de requerer as notas fiscais, empenhos e licitações da prefeitura, agora teremos que submeter o requerimento ao plenário. É claro que a oposição vai perder”, afirmou.

Kiko lembra que o prefeito de Barra do Garças está sendo investigado pela Polícia Federal por enriquecimento ilícito e pela Receita Federal por sonegação fiscal. O vereador afirmou que no ano passado fez vários requerimentos solicitando documentos, negados pelo prefeito, que usou o mesmo argumento utlizado pelo ex-prefeito Chaparral, segundo o qual eram muitos documentos e que as fotocópias ficariam caras.

O vereador do PT disse que está aguardando a resposta do Ministério Público que ficou de ajudar no sentido de mover uma ação na Justiça para ter acesso aos documentos de gastos da prefeitura de Barra em 2009.

Entre outras suspeitas, está a de que o prefeito está beneficiando somente uma empresa de asfalto com as obras da cidade. Curiosamente a mesma que teria participado nos outros dois mandatos dele. “Espero que a Promotoria nos ajude a ver os documentos para fazermos o papel de fiscalização”, adiantou.

A mudança esdrúxula, que diminui o papel do próprio vereador, foi aprovada por sete vereadores situacionistas: Antônia Jacob (PR), João Jajá (PR), Andréia Santos (PR), Celson Souza (PV), Paulo Sérgio (PP), Miriam Lacerda (PTB) e Julio César (PSDB).
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