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Sexta-feira, 26 de abril de 2024

Notícias | Economia

Nova GM pode passar a existir nesta semana apesar de objeções

A nova GM (General Motors) está pronta para nascer na próxima quinta-feira, depois da aprovação na noite deste domingo (5) da venda dos ativos rentáveis da companhia para evitar a liquidação da principal montadora dos Estados Unidos.


Termina nesta quinta-feira o prazo dado pelo juiz Robert Gerber, do Tribunal de Falências de Nova York, para que os grupos envolvidos apresentem suas objeções à venda dos ativos, abrindo caminho para o governo americano ter 60,8% da nova empresa.

Grupos de credores, aposentados e indivíduos lesionados em acidentes de trânsito se opuseram à venda, ao considerar que seus direitos desaparecerão com a criação da nova companhia, que terá o nome de General Motors Company.

Além disso, asseguram que outros grupos, como os trabalhadores representados pelo sindicato United Auto Workers (UAW), estão sendo tratados de forma preferencial.

Entretanto, o presidente da GM, Fritz Henderson, disse hoje em mensagem postada em seu blog que não espera que as objeções detenham o processo de criação da General Motors Company.

"Esperamos que a venda seja fechada o mais rápido possível depois do fim do processo de apelação no final desta semana e que a nova GM seja operacional e totalmente competitiva", acrescentou.

O otimismo de Henderson é partilhado por muitos analistas, especialmente depois do ocorrido com a Chrysler, que entrou em concordata em junho depois de os juízes desprezarem todas as objeções dos credores.

Em sua decisão, o juiz Gerber aceitou quase todos os pontos e propostas dos advogados da GM e do Departamento do Tesouro, em favor da venda.

O que o magistrado não aceitou em sua decisão foi o pedido da montadora e do governo americano para que a venda fosse fechada de forma imediata.

Compra e venda

Se a venda de ativos for completada na quinta-feira, as autoridades americanas e canadenses entregarão à GMC cerca de US$ 50 bilhões para a compra dos ativos da GM e assegurar a operação da companhia, que estará formada pelas marcas Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick.

Em troca de sua contribuição monetária, o governo americano possuirá os mencionados 60,8% da GMC. As autoridades canadenses, que entrarão com pouco mais de US$ 9 bilhões, controlarão 11,7%.

O resto será repartido entre o UAW, com 17,5%, e os credores da GM, que terão 10%. Estes dois grupos poderão aumentar posteriormente sua participação até 20% e 25%, respectivamente.

O governo americano disse na semana passada que está preparado para abandonar sua participação na GMC em 2010 assim que a companhia fizer uma oferta pública de ações.
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