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Taxistas responsabilizam Uber por queda de 30% nos atendimentos e tentam impedir aplicativo em Brasília

Da Redação - André Garcia Santana/ Da Reportagem Local - Wesley Santiago

19 Dez 2016 - 08:21

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Taxistas responsabilizam Uber por queda de 30% nos atendimentos e tentam impedir aplicativo em Brasília
Com queda de 30% na procura de passageiros, os taxistas de Cuiabá tem buscado maneiras de legais para impedir o funcionamento do Uber na cidade, apontando a plataforma como responsável pela baixa demanda registrada. O número, divulgado pouco menos de um mês após a implantação do aplicativo, afeta 604 motoristas que atuam na Capital e foi repassado na quarta-feira (14), pelo vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá, Adailton Lutz Bispo. As reivindicações, segundo ele, tem respaldo dos deputados federais pelo Estado em Brasília.

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Na ocasião, taxistas fecharam por duas horas as principais avenidas da cidade, como a Getúlio Vagas, Miguel Sutil, Beira Rio e Lava Pés, causando transtorno e acidentes. Na manifestação eles reivindicam a regulamentação da plataforma, que conecta passageiro e condutor e oferece corridas a preços reduzidos. Para isso, também estiveram na última semana na Capital do país, para se reunir com deputados federais e expor seu descontentamento.

“Nossa intenção é impactar a população. Os legisladores do município e do Estado e também em âmbito federal. Uma comitiva formada por quarenta taxistas foi a Brasília e falamos com todos os deputados da bancada federal de Mato Grosso. Discutimos com eles nossas pautas de reivindicações. Só teve um deputado, o Adilton Sachetti, que disse que ainda iria estudar o caso, mas os outros foram unânimes com a gente”, explica o vice-presidente.

Em novembro, antes da chegada do aplicativo, a Prefeitura de Cuiabá já havia encaminhado à Procuradoria-Geral do município um projeto de Lei para proibir o funcionamento do Uber. À época, o secretário de Mobilidade Urbana, Thiago França, chegou a classificar o serviço como clandestino. “É uma tendência mundial e nacional. Uma pauta que não tem como a gente dar as costas. Não é uma questão de ser favorável ou contra. O que temos de discutir é a qualidade do serviço de táxi, que é baixa”, argumentou.

A categoria também argumenta que a plataforma, além de representar concorrência desleal, coloca em risco à segurança dos passageiros, uma vez que não é regulamentada como os profissionais. As críticas, segundo o Sindicato, têm base em leis federais que garantem ao município autonomia para o estabelecimento de normas destinadas ao transporte.Em Cuiabá a lei municipal 5090 confere a prerrogativa de transporte individual de passageiros aos taxistas, fato que embasa as exigências da categoria.

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Às vésperas do lançamento em Cuiabá, a gerente de comunicação do Uber, Letícia Mazon afirmou ao Olhar Direto que a empresa oferece todo suporte aos parceiros e que situações parecidas já foram superadas em outros estados. “A falta de regulamentação não implica em irregularidade. É muito natural que a inovação surja antes da inovação, então este é um processo esperado e inevitável. Além do mais, existe uma lei federal de mobilidade urbana que permite o funcionamento do serviço no âmbito privado.”

A empresa reforçou ainda que A Justiça já reiterou diversas vezes que a Uber é legal no Brasil, uma vez que os motoristas prestam o serviço de transporte individual privado, que tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal (Política Nacional de Mobilidade Urbana - PNMU Lei Federal 12.587/2012). Em setembro deste ano o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo declarou a inconstitucionalidade da Lei 16.279/2015, que buscava proibir o serviço de transporte privado realizado por meio de aplicativos como a Uber.

Com tarifas que partem do mínimo de R$ 2,50, aos quais se somam os valores de R$ 1,20 por Km rodado e R$0,15 por minuto, o serviço também garante oferecer segurança ao passageiro. Para isso oferecer suporte com orientações aos usuários, a opção de corrida compartilhada, na qual uma pessoa próxima ao cliente pode monitorar sua corrida, e um rigoroso sistema de avaliação de motoristas que passageiros. 

30 comentários

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  • Edson
    20 Dez 2016 às 07:07

    Quem está reclamando na realidade são os donos reais dos pontos de táxi. Tem pessoas com 5 pontos ou mais explorando os motoristas. Muitos perceberam que ganham mais com o Uber. Foi o que me disse um motorista do Uber.

  • Davi
    20 Dez 2016 às 00:57

    Em razão do valor exorbitante do taxi e moto-taxi em Cuiabá a concorrência é bem-vinda.

  • Dito Cujo
    19 Dez 2016 às 19:10

    Aproveitando a oportunidade,gostaria d dar uma sugestão ao UBER, q aceitem como opção d pagamento o cartão d débito.Mtas pessoas como eu n têm cartão d crédito e nem temos a obrigação d tê-lo.Portanto fica a dica,passem a aceitar o cartão d débito como pagamento.

  • luiz
    19 Dez 2016 às 19:03

    Interessante, melhorar o atendimento e os preços nada né. .., mas ficam reclamando. Os taxistas continuam achando que somos obrigados a usar taxi, quando deveria ser o contrario.

  • J.JOSÉ
    19 Dez 2016 às 17:39

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  • ANDRE CINICO SILVA
    19 Dez 2016 às 16:13

    HOJE EU VI UM PONTO DE ONIBUS COM 14 TAXISTAS PARADOS JOGANDO DOMINGO............................... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • J.JOSÉ
    19 Dez 2016 às 15:18

    Levando em consideração que um carro com o ar ligado faz 8 km/L, 4 pra ir do antigo compre mais até o Posto BR no zero Km, e 4 km pra voltar, mais o custo de manutenção do carro, motorista, etc. Sendo que o litro de gasolina está $ 3,59 no posto Coringão ali no Zero KM, EU ACHO QUE SE TIVESSE COBRADO 15 REAIS TAVA DE BOM TAMANHO, EMBORA MEU PERCURSO FOI QUASE 4 KM, ah o UBER que minha sobrinha foi ontem em percurso similar custou 12 reais, CARRO NOVINHO.

  • Curimbatá
    19 Dez 2016 às 13:52

    Teoria da evolução explica: no princípio Deus criou....aí tchego o UBER PRIMO.

  • Ivan
    19 Dez 2016 às 12:57

    Voltando dá univag no evento Festeja 2 taxista recusou uma corrida pelo taxímetro para o bairro Coophamil onde queriam cobrar 50 reais por um trajeto de 4,5 km. Até quando vamos ficar à mercê deles????

  • J.JOSÉ
    19 Dez 2016 às 12:41

    FUI DO PONTO DE TÁXI NA AVENIDA JÚLIO CAMPOS D EFRENTE AO ANTIGO COMPRE MAIS, AO POSTO BR NO ZERO KM, PERCURSO MENOS DE 4 KM, preço da corrida, 25 reais, um absurdo. ONTEM FUI NUMA FESTA DE COSTELÃO ASSADO E NÃO É QUE ATÉ minha sobrinha que mora no SANTA TEREZINHA FALOU PRA MIM, não precisa me buscar, falei pq? ela falou, vou de UBER, vejam bem até na periferia o UBER já entrou na graça do povão.

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